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China expulsa 13 jornalistas americanos

Medida é retaliação a redução de chineses autorizados a trabalhar para a imprensa estatal nos Estados Unidos

Por Da Redação Atualizado em 18 mar 2020, 11h15 - Publicado em 18 mar 2020, 10h02

Ao menos 13 jornalistas americanos serão expulsos da China pelo governo de Xi Jinping, em uma medida de retaliação às novas restrições, por parte dos Estados Unidos, em relação à imprensa chinesa.

Em um comunicado publicado nesta quarta-feira 18, o Ministério de Relações Exteriores chinês disse que os jornalistas que trabalham para o Wall Street Journal, Washington Post e New York Times devem devolver, em dez dias, suas credenciais. Pequim diz que eles não podem trabalhar na China Continental, Hong Kong e Macao.

A decisão foi tomada em resposta ao anúncio de que os Estados Unidos iriam reduzir o número de chineses autorizados a trabalhar para a imprensa estatal chinesa no território americano.

Os veículos chineses empregam cerca de 160 pessoas nos Estados Unidos. Eles são de cinco organizações de mídia, todas elas controladas pelo governo do país. O governo americano restringiu o número de vistos a 100 e os que excederem serão expulsos.

Após receber críticas sobre sua decisão, o governo chinês defendeu as medidas anunciadas, afirmando que apenas respondia a uma “opressão irracional” do jornalismo chinês pelos americanos.

“A China não é de começar conflitos, mas não ficará parada se os problemas vierem até nós”, afirmou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores de Pequim, Geng Shuang, em uma coletiva de imprensa. “Exigimos que o lado americano pare imediatamente de suprimir a mídia chinesa, caso contrário, os Estados Unidos perderão ainda mais”.

  • Este é só o mais novo conflito entre os Estados Unidos e a China. A tensão entre os dois países já vem aumentando nos últimos dias em meio à pandemia do novo coronavírus, depois que várias autoridades chinesas divulgaram teorias sobre uma suposta conspiração e até apontaram que a doença foi levada para a China pelos militares americanos.

    Por sua parte, Pequim acusou membros do governo americano de relacionarem o novo coronavírus aos chineses e usarem termos racistas e xenofóbicos para descrevê-lo.

    Os conflitos recentes reacendem as tensões entre os dois países, constantes desde a chegada de Donald Trump à Presidência, principalmente em relação ao comércio.

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