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China envia para Hong Kong general responsável por repressão a Xinjiang

Peng Jingtang irá comandar o Exército de Libertação Popular no território

Por Nathalie Hanna Atualizado em 10 jan 2022, 18h01 - Publicado em 10 jan 2022, 17h12

A China fez um importante movimento no comando de suas tropas em Hong Kong no último domingo (9).

Segundo o Ministério da Defesa chinês, o presidente, Xi Jinping, escolheu o general Peng Jingtang para comandar o Exército de Libertação do Povo (ELP).

O novo comandante já foi chefe da força policial em Xinjiang, província onde o regime comunista promove uma repressão violenta contra a minoria uigur.

A minoria, que tem a religião muçulmana como base, vem sendo submetida a campos forçados de “reeducação” para apagar sua bagagem religiosa e cultural.

Defensores dos direitos humanos classificam essas instalações como campos de concentração. Pequim nega a acusação.

Jingtang irá substituir Chen Daoxiang, que liderou a repressão aos protestos pró-democracia realizados em Hong Kong em 2019.

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O número de policiais em funções de comando em Hong Kong vem aumentando nos últimos anos.

Em 2020, Luo Huining, um defensor do Partido Comunista conhecido por empreender a campanha anticorrupção de Xi, assumiu posição de chefia no escritório do governo central.

Já o burocrata Xia Baolong, conhecido por promover uma campanha contra igrejas cristãs na província de Zhejiang, foi nomeado diretor do Gabinete de Assuntos de Hong Kong e Macau no mesmo ano.

O ex-chefe de polícia John Lee subiu ao segundo cargo governamental da cidade em junho do ano passado, enquanto outro policial, Chris Tang, virou secretário de segurança.

Em um comunicado feito pelo Ministério da Defesa da China, o órgão afirmou que Jingtang trabalharia para defender a soberania nacional, os interesses de desenvolvimento e segurança.

De acordo com eles, é necessário proteger com firmeza a estabilidade de Hong Kong.

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