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China entra na fase decisiva para designar novos líderes

Xi Jinping, atual vice-presidente do país, deverá chefiar Partido Comunista

Por Da Redação - 11 nov 2012, 09h15

O 18º Congresso do Partido Comunista da China (PCCh) entrou neste domingo na reta decisiva de seus debates, que terão agora como foco a designação dos líderes que dirigirão a legenda na próxima década. A lista dos candidatos ao Comitê Central, o mais amplo dos três principais órgãos de direção do partido, já está nas mãos dos 2.268 delegados que vão avaliá-los, segundo a agência estatal de notícias Xinhua. Neste sábado, o Presidium do Congresso deu sua aprovação aos nomes dos concorrentes.

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“As delegações do 18º Congresso começaram a deliberar sobre a lista de candidatos proposta para os postos de membros e substitutos do Comitê Central e membros da Comissão Central para a Supervisão da Disciplina”, informou a Xinhua. Nos próximos dias, os delegados vão debater sobre os nomes e votarão. Na quarta-feira, dia de encerramento do Congresso, serão anunciados os admitidos neste órgão diretor, de cerca de 350 membros.

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Na quinta-feira, um dia depois do encerramento do Congresso, serão divulgados os integrantes, nomeados pelo Comitê Central, do seleto grupo do Comitê Permanente, principal órgão de direção colegiado do partido e que rege os destinos da segunda maior economia do mundo. O processo de seleção e votação, no entanto, é pouco mais que uma formalidade, pois há poucos candidatos a mais que o número de postos.

Os nomes principais já estão decididos de antemão. A menos que haja uma grande surpresa, à frente do partido, como secretário-geral, estará Xi Jinping, atual vice-presidente do país. O número dois deve ser o vice-primeiro-ministro Li Keqiang. Em um novo sinal do papel que Xi deve ter, o vice-presidente foi nomeado como secretário-geral do 18º Congresso.

Os dois nomes estavam definidos há anos nas altas esferas do partido, em um prolongado processo negociador que neste ano esteve marcado pelo escândalo em torno de Bo Xilai, o secretário-geral do Partido na cidade de Chongqing que caiu em desgraça após saber que sua esposa tinha matado um empresário britânico e que ele mesmo era considerado suspeito de corrupção. No próximo ano, quando se completar o processo de transição com a realização da Assembleia Nacional, em março, Xi será nomeado presidente do país, para o lugar de Hu Jintao, enquanto Li substituirá Wen Jiabao como primeiro-ministro.

A negociação para escolher os líderes e os que os acompanharão no Comitê Permanente – formado até agora por nove membros, embora aparentemente nesta ocasião será reduzido a sete – foi muito intensa por parte das facções do partido. Xi Jinping é considerado um homem de Jiang Zemin, o ex-presidente do país que ainda mantém uma considerável influência nos bastidores, enquanto Li Keqiang, a quem se percebe como um maior simpatizante das reformas, pertence à esfera do atual chefe de estado, Hu Jintao.

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Em um sinal da influência que Jiang ainda tem, na quinta-feira, dia da abertura do Congresso, o ex-líder, muito sorridente, entrou no plenário imediatamente atrás de Hu. Em seus debates de hoje, as delegações abordaram também assuntos como o relatório do Comitê Central atual sobre a situação do país, as recomendações da Comissão para a Supervisão da Disciplina e a adoção de emendas à Constituição do Partido.

(Com agência EFE)

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