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China e Rússia alçam Afeganistão à condição de observador da SCO

Por Da Redação 7 jun 2012, 03h27

Pequim, 7 jun (EFE).- O presidente da China, Hu Jintao, anunciou nesta quinta-feira que o Afeganistão será integrado à Organização para a Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês) como membro observador, o que representa um impulso nas relações de Pequim e Moscou com Cabul quando faltam dois anos para a Otan retirar suas tropas do território afegão.

‘Decidimos aceitar o Afeganistão como membro observador e a Turquia como parceira para o diálogo’, disse Hu durante o encerramento da cúpula de Chefes de Estado da SCO, embora o dia ainda preveja várias reuniões bilaterais.

Além de Hu, estiveram presentes na cerimônia o presidente russo, Vladimir Putin, e os líderes de Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão, os outros membros da SCO, organismo criado em 2001 com o objetivo de reforçar a segurança na região.

A inclusão do Afeganistão já era prevista e, na quarta-feira, o próprio Hu declarara ao ‘Diário do Povo’ – porta-voz do Governo chinês – que a China ‘ajudaria’ Cabul uma vez retiradas as tropas de solo afegão.

No mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, dissera que Moscou, que explora jazidas de gás em território afegão, está ‘preocupada’ com a segurança regional assim que os soldados da Otan voltarem para casa.

Apesar da rejeição frontal dos membros da SCO à ideia de o organismo ser considerado uma alternativa regional à Otan, Rússia e China aproveitaram o encontro, que também teve a presença do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para reforçar sua cooperação militar na zona.

‘Damos um papel importante à iniciativa conjunta para reforçar a segurança na região Ásia-Pacífico e, nesse contexto, manteremos a relação entre nossos Exércitos’, afirmou Putin, poucos dias depois de os Estados Unidos terem anunciado o envio de 60% de seus navios de guerra à região até 2020.

Putin se reunirá hoje com o presidente afegão, Hamid Karzai, e terá um encontro posterior com Ahmadinejad.

Moscou abrigará nos próximos das 18 e 19 a nova rodada de negociações sobre o programa nuclear de Teerã, que contará com representantes iranianos e do 5+1 (EUA, França, Rússia, Reino Unido, China e Alemanha). EFE

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