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China e EUA tentam reatar suas relações militares

Presidente chinês Hu Jintao recebeu o secretário americano Robert Gates

Por Da Redação 11 jan 2011, 10h15

Para Hu Jintao, a reunião com o chefe do Pentágono em Pequim permitiu que os dois países trocassem ideias ‘de maneira muito sincera’

O presidente chinês Hu Jintao se reuniu nesta terça-feira com o secretário de Defesa americano Robert Gates em um momento em que os dois países tentam reconstruir suas relações militares. O encontro ocorreu em um salão do Palácio do Povo, na Praça da Paz Celestial. A visita de Robert Gates à China, a primeira desde 2007, simboliza “os novos avanços” nas relações militares Estados Unidos-China, declarou Hu Jintao, afirmando que a reunião com o chefe do Pentágono em Pequim permitiu que os dois países trocassem ideias “de maneira muito sincera.”

Gates, por sua vez, transmitiu a Hu os cumprimentos do presidente Barack Obama, que o receberá em Washington no dia 19 de janeiro, e disse que os encontros com o presidente e com outras autoridades chinesas proporcionaram um avanço no sentido de “uma melhora a longo prazo” dos vínculos militares entre os dois países.

Em dezembro de 2010, os dois países tiveram atritos. Os Estados Unidos criticaram a China por apoiar a Coreia do Norte e cobraram que se posicionasse após Pyongyang bombardear a ilha sul-coreana de Yeonpyeong. Na ocasião, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, almirante Mike Mullen, afirmou que a China permitia “o comportamento irresponsável da Coreia do Norte”. Os chineses, que fornecem alimentos e combustível aos norte-coreanos, recusaram-se a condenar o ataque.

Ameaça – Gates disse a Hu ainda que o míssil intercontinental atualmente desenvolvido pela Coreia do Norte pode representar uma ameaça para os Estados Unidos dentro de cinco anos. “Acredito que Pyongyang terá desenvolvido um míssil balístico intercontinental neste período de tempo”, alertou o secretário de Defesa. Para o secretário, está na hora de Pyongyang demonstrar que está pronta para retomar o diálogo com Seul e, para isso, deveria paralisas os testes de mísseis e testes nucleares.

(Com agência France-Presse)

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