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China diz que relação com Irã ‘não será alvo de interferência’ após EUA anunciarem sanções

Pequim é a maior compradora do petróleo iraniano e governo Trump mira com 'guerra econômica' entidades que financiam Teerã direta e indiretamente

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 ago 2026, 08h47
China diz que relação com Irã ‘não será alvo de interferência’ após EUA anunciarem sanções Priorizar nos meus resultados Google

A China prometeu nesta terça-feira, 25, defender seus interesses após o governo do presidente Donald Trump anunciar planos para uma “asfixia econômica” do Irã, parceiro comercial de Pequim, por meio de sanções contra entidades que fazem comércio com a república islâmica.

“A cooperação entre China e Irã sempre aconteceu dentro do marco do direito internacional e não deve ser alvo de interferências ou perturbações”, declarou Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, em uma entrevista coletiva. “A China já afirmou em diversas ocasiões que se opõe de modo veemente às sanções unilaterais ilegais (…) A China tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar com firmeza seus direitos e interesses”.

‘Dia D econômico’

Quase seis meses após o início da guerra contra o Irã, os Estados Unidos anunciaram novas sanções àqueles que se recusarem a aderir à campanha de Washington para isolar a economia iraniana.

Na segunda-feira 24, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, declarou o “Dia D econômico” contra Teerã, que ameaça com punições econômicas uma lista com mais de 60 entidades, indivíduos e embarcações em todo o mundo, incluindo na China, que supostamente permitem que a república islâmica “desenvolva tecnologia nuclear e de mísseis”.

Bessent declarou ainda que o Tesouro iria “apertar o cerco” e adotar uma abordagem de “vazamento zero” para cortar as receitas que financiam a economia iraniana. Os países que permitirem que entidades “facilitem a lavagem de dinheiro em nome do Irã” serão “expulsos do sistema do dólar”, advertiu ele, acrescentando que “a contagem regressiva já havia começado”. 

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+ O que Trump quer com a ‘guerra econômica’ contra o Irã?

China na mira

Pequim é uma cliente importante do regime dos aiatolás — compra quase 90% das exportações de petróleo iraniano –, e tem sido afetada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa um quinto do combustível fóssil consumido no planeta e bloqueada pela Guarda Revolucionária Islâmica desde o início do conflito.

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O país de Xi Jinping defende que ambos os lados cheguem a um acordo de cessar-fogo, ao passo que insiste que as sanções americanas não resolverão a guerra.

O Irã enfrenta embargos há décadas e tem utilizado uma complexa rede financeira internacional para contornar as restrições. Antes da guerra, a nação persa conseguia exportar milhões de barris de petróleo, principalmente para a China. Questionado na segunda-feira se os bancos chineses seriam afetados pelas medidas, Bessent respondeu que “ninguém está acima do alcance das sanções americanas”.

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O Ministério das Relações Exteriores iraniano, por sua vez, advertiu que os países que aderirem à campanha de “guerra econômica” contra a república islâmica promovida pelos Estados Unidos podem enfrentar “consequências”.

Já o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, declarou que o apoio de qualquer país às novas medidas econômicas dos Estados Unidos será considerado um “ato de guerra”. Ele também afirmou que o regime dará uma resposta “sísmica” a Trump.

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