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China defende posição sobre a Síria

Por Feng Li 14 fev 2012, 06h24

A maior autoridade da diplomacia chinesa, Dai Bingguo, defendeu a posição de não interferência de Pequim nos assuntos sírios em uma conversa com a secretária de Estado americana Hillary Clinton, informou a agência oficial Xinhua.

A China, assim como a Rússia, utilizou o direito de veto no Conselho de Segurança da ONU para bloquear a votação de uma resolução que condenava a a repressão violenta exercida pelo regime de Bashar al-Assad.

Dai, que tem o cargo de Conselheiro de Estado (equivalente a um ministro de Estado), afirmou em uma conversa telefônica com Clinton que a violência na Síria é “essencialmente um assunto interno” e que a China respalda os esforços da Liga Árabe para resolver o conflito por “meios políticos”.

O dirigente chinês afirmou que a posição, diferente da adotada pela Liga Árabe, que recebeu até o momento o apoio de Pequim para a missão na Síria, é “objetiva e equitativa”, além de representar uma “atitude responsável”.

A Liga Árabe anunciou no domingo que fornecerá um apoio político e material à oposição síria. Também decidiu pedir ao Conselho de Segurança a formação de uma força conjunta da ONU e da organização pan-árabe para acabar com a violência na Síria.

Hillary Clinton, que criticou o veto chinês e russo, além de ter acusado os dois países de fornecer uma proteção ao brutal regime de Damasco, declarou que o governo dos Estados Unidos continuará conversando sobre a Síria com a China.

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