Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

China condena à morte escritor que ‘confessou’ 4 assassinatos em livro

Novelista é culpado de matar donos de um hotel e um hóspede para roubar o estabelecimento; crime é mencionado em obra na voz de personagem

Por Da Redação Atualizado em 31 jul 2018, 17h50 - Publicado em 31 jul 2018, 11h38

O escritor chinês Liu Yongbiao, que assassinou quatro pessoas há quase 23 anos e se inspirou nesses crimes para escrever um de seus romances, foi condenado à morte por um tribunal da província de Zhejiang, na China, informou hoje (31) a agência oficial de notícias Xinhua.

Liu, de 54 anos, e um vizinho de sua cidade, Wang, de 65, que também participou dos crimes, foram considerados culpados por roubo e homicídio, segundo a sentença emitida pelo Tribunal Popular Intermediário de Huzhou. As autoridades também ordenaram a privação dos seus direitos políticos e confiscaram suas propriedades.

Liu e Wang mataram com o objetivo de roubar uma família de três pessoas (dois avós e seu neto) que comandava um hotel da cidade de Shengshe, assim como um cliente do estabelecimento. O crime aconteceu na madrugada de 29 de novembro de 1995 e os dois assassinos chegaram a se hospedar no hotel, mas não deixaram seus nomes registrados.

  • O crime “foi cruel e de graves consequências”, afirmou o tribunal na sentença.

    Liu e Wang conseguiram escapar após o homicídio e levaram uma vida normal durante mais de vinte anos; o primeiro se tornou em um conhecido escritor na província de Anhui. Análises de DNA, porém, determinaram que eles eram os principais suspeitos do crime não solucionado.

    Informações publicadas no ano passado relataram que, quando a polícia foi até a casa de Liu, ele os recebeu com a frase: “Estava esperando por você todo esse tempo”.

    Acredita-se que Liu tenha usado sua própria experiência como assassino em um de seus romances, O Segredo Culpado, publicado em 2010, na qual já adiantava no prólogo que sua intenção era “escrever sobre uma bela romancista que matou muita gente, mas os crimes não foram resolvidos”.

    (Com EFE)

    Continua após a publicidade
    Publicidade