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Chile suspende alerta de tsunami para país inteiro após tremor com 11 mortos

A presidente chilena Michelle Bachelet está na região mais afetada, no centro do país, e informou que por enquanto não há necessidade de declarar estado de exceção

Por Da Redação - 17 set 2015, 07h54

Atualizado às 15h55

O Chile suspendeu na manhã desta quinta-feira o alerta de tsunami emitido após um forte terremoto na quarta, informou o governo. Mais de um milhão de pessoas foram retiradas de casa após o tremor de magnitude 8,3 ocorrido na costa chilena no oceano Pacífico, que provocou ondas de até quatro metros em cidades litorâneas e deixou ao menos onze mortos. O Escritório Nacional de Emergências do Chile informou que pelo menos um milhão de pessoas teve de deixar suas casas para se abrigarem em locais mais seguros.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, já está na região mais atingida pelo terremoto, no centro do país. “Estamos avaliando se será necessário o estado de exceção. Até agora, achamos que não. No entanto, será declarada zona de catástrofe, o que nos permitirá oferecer ajuda mais rapidamente”, afirmou a presidente. O estado de exceção, em tragédias, permite ao governo tomar decisões mais ágeis dispensando uma série de trâmites obrigatórios, como a necessidade de licitações para compras de alimentos, por exemplo.

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Tropas das Forças Armadas e da polícia militar chilena estão supervisionando a região afetada com o auxílio de helicópteros para determinar a magnitude dos prejuízos causados pelo abalo sísmico, que afetou, sobretudo, às regiões de Valparaíso, no centro, e Coquimbo, no norte do país. “As medidas foram tomadas muito rapidamente, o foco foi a proteção das pessoas e a evacuação das áreas litorâneas”, detalhou Bachelet, que acrescentou que essa decisão foi tomada devido ao risco de tsunami. “As séries de ondulações diminuíram, mas pode haver réplicas, a recomendação é que as pessoas permaneçam nos locais designados até que se diga o contrário”, recomendou a presidente.

Quanto aos recursos para fazer frente aos gastos gerados por esta nova catástrofe, Bachelet detalhou que, assim que tiver certeza sobre a amplitude dos danos, o governo “precisa identificar quanto vai custar para depois pensar de onde serão tirados os recursos”. “A situação econômica não é tão favorável e já tivemos gastos importantes para ajudar afetados por tragédias”, assinalou a presidente em referência a outras catástrofes ocorridas no Chile durante o período de ano e meio em que está na presidência do país.

Porto – O porto de Coquimbo, no norte do Chile, sofreu danos severos e está inoperante devido ao forte terremoto, informou o ministro do Interior chileno, Jorge Burgos. O terremoto aconteceu justo quando milhões de chilenos se preparavam para desfrutar de um fim de semana prolongado devido aos feriados nacionais.

(Da redação)

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