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Chile reabre amanhã parte de Torres del Paine, mas reforça controle

Por Da Redação - 3 jan 2012, 20h17

Santiago do Chile, 3 jan (EFE).- O presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou nesta terça-feira que amanhã reabrirá parcialmente o Parque Nacional Torres del Paine ao turismo, mas reforçará o controle dos visitantes, enquanto quatro dos seis focos do incêndio, que arrasou 14,5 mil hectares, já estão controlados.

‘Esperamos que amanhã possamos iniciar esta reabertura parcial’, declarou Piñera durante uma videoconferência em Santiago com o ministro da Economia, Pablo Longueira, deslocado à região afetada, a dois mil quilômetros ao sul da capital.

O Governo, que inicialmente havia anunciado o fechamento do parque durante todo o mês de janeiro, atendeu aos pedidos de empresários e visitantes e decidiu reabrir nesta quarta-feira 100 mil dos 240 mil hectares desta Reserva da Biosfera.

No entanto, apontou Piñera, essa superfície já representa 80% de seu ‘potencial turístico’.

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O parque, que estava fechado desde sexta-feira passada, recebe a cada verão, de dezembro a março, cerca de 150 mil visitantes, a maioria deles estrangeiros.

A área que será reaberta corresponde ao setor norte, que não foi afetado pelo fogo, enquanto o setor sul continuará fechado.

Segundo Piñera, mais de 70% da superfície arrasada corresponde a estepes e pastos, e apenas 30% a áreas arborizadas.

Pelo incêndio está sendo processado um turista israelense, Rotem Singer, de 23 anos, que supostamente provocou o fogo ao queimar um pedaço de papel higiênico.

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Para evitar incidentes similares, Piñera destacou hoje que os turistas que ingressem ao parque deverão ser identificados e serão instruídos sobre as condutas de segurança que devem tomar, algo que na prática já devia ser feito.

Porém, a partir de agora, além disso, deverão estar acompanhados por um guia turístico e não poderão acampar em áreas livres, apenas nas controladas pela Corporação Nacional Florestal (Conaf).

Além disso, o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, sugeriu hoje que possam existir ‘intenções políticas ou econômicas’ por trás dos incêndios e, por isso, foi criada uma equipe especial de fiscais, assessores e policiais para investigá-los. EFE

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