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Chelsea Manning é hospitalizada após tentar suicídio em prisão

A ex-analista militar americana está presa por se recusar a depor contra Julian Assange no caso de vazamento de documentos em 2010

Por Da Redação 12 mar 2020, 11h24

A ex-analista militar americana Chelsea Manning, presa desde maio de 2019 por se recusar a depor contra o fundador de WikiLeaks Julian Assange, foi hospitalizada após tentar suicídio em uma prisão na Virgínia, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira 11, afirmaram seus advogados.

“Chelsea Manning tentou tirar sua própria vida. Ela foi levada a um hospital e está se recuperando atualmente”, afirmou sua banca de advogados em um comunicado. “Suas ações de hoje evidenciam a força de suas convicções, bem como os danos profundos que ela continua sofrendo como resultado de seu confinamento ‘civil'”.

Manning foi detida por desacato à Justiça depois que se negou a depor diante do grande júri responsável por investigar o WikiLeaks e seu fundador, para quem ela repassou em 2010 uma grande quantidade de documentos confidenciais.

  • Em abril de 2019, Assange foi detido na embaixada do Equador em Londres, onde permaneceu refugiado por sete anos. Ele é objeto de um pedido de extradição dos Estados Unidos.

    Manning foi condenada em 2013 a 35 anos de prisão em uma corte marcial pela divulgação de 750.000 documentos diplomáticos e informações militares, o que provocou um grande embaraço para Washington.

    A sentença foi comutada pelo presidente democrata Barack Obama e ela foi libertada em maio de 2017, depois de passar sete anos na prisão, período em que iniciou seu processo de transição para o sexo feminino.

    Na época em que vazou os documentos para o WikiLeaks, Chelsea Manning, uma mulher transexual então conhecida como Bradley Manning, era uma analista de inteligência militar.

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