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Chefe de inteligência dos EUA prevê alta ‘polarização’ na Venezuela

Por Juan Barreto - 31 jan 2012, 15h25

O chefe da inteligência americana, James Clapper, advertiu nesta terça-feira para um ambiente “altamente competitivo e polarizado” em relação às presidenciais de outubro na Venezuela, ao mesmo tempo em que levantou dúvidas sobre o estado de saúde do presidente Hugo Chávez.

Nas eleições, está em jogo se persistem ou são revertidas “as características essenciais dos 12 anos no poder do presidente Chávez: o enfraquecimento das instituições democráticas e a democracia representativa e a virulenta política antiamericana”, disse Clapper.

“O ambiente político na Venezuela no próximo ano será altamente competitivo e polarizado”, indicou o chefe da Direção Nacional de Inteligência americana (DNI) em seu comparecimento durante uma audiência no Senado americano sobre as ameaças à segurança nacional.

Apesar de Chávez, que tenta ser reeleito para um novo mandato de seis anos em outubro, ter declarado que se curou do câncer, “persistem dúvidas acerca de sua saúde”, disse Clapper.

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Se Chávez não puder se candidatar às eleições, “não há outro líder que possa igualar seu carisma e a força de sua personalidade”, afirmou o chefe da inteligência, que também disse que o presidente não preparou nenhuma pessoa de seu partido caso precisasse ser substituído.

“Quando a campanha começar, em fevereiro de 2012, o eleitorado tentará buscar soluções para uma inflação de 25%, para a escassez generalizada de alimentos e energia, para a crescente criminalidade e as taxas de homicídios”, disse Clapper.

Chávez forma parte de um grupo de presidentes populistas e “autoritários”, junto ao equatoriano Rafael Correia, ao boliviano Evo Morales e ao nicaraguense Daniel Ortega, que “estão enfraquecendo a democracia representativa e consolidando seu poder no Executivo”, acrescentou Clapper.

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