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Chefe de Defesa de Trump está aberto a primeiras conversas com Rússia

O secretário estaria disposto a conversar com seu colega russo, embora o Pentágono negue ter recebido convite de Moscou

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, está aberto a conversar com seu equivalente na Rússia, uma ação que pode aprofundar comunicação entre Washington e Moscou, disseram autoridades americanas nesta quarta-feira (18). Se OSos diálogos chegarem a acontecer, será a primeira vez desde 2015 que os ministros da Defesa dos dois países conversam diretamente desde 2015.

A possibilidade surgiu após a controversa reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder russo, Vladimir Putin, na segunda-feira (16), em Helsinque. Trump foi intensamente criticado nos Estados Unidos por não responsabilizar publicamente Putin pelo envolvimento na eleição americana de 2016, uma acusação que Moscou nega.

Duas autoridades americanas disseram, em condição de anonimato, que Mattis está disposto a dialogar com o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu. No entanto, as fontes não sugeriram que o americano esteja esperando um sinal de Moscou para propor a conversa.

As discussões entre os dois líderes militares seriam outro passo em direção à criação de linhas de comunicação de alto nível mais regulares entre as duas potências nucleares, cujas relações deterioraram nos últimos anos para o pior ponto desde a Guerra Fria. No encontro de Helsinque, Trump afirmou que ele e Putin “se dão muito bem” e que “grandes resultados virão” da conversa que tiveram esta semana.

O Pentágono negou-se a comentar a possibilidade de conversas entre Mattis e Shoigu. O departamento informou não ter recebido qualquer convite de Moscou, apesar das afirmações feitas por Shoigu na semana passada sugerindo que Mattis havia recusado convites, e que nenhum plano para qualquer diálogo foi feito.

Mattis, um crítico sem reservas a Moscou e que colocou ameaças da Rússia e da China no centro da Estratégia de Defesa Nacional dos Estados Unidos no ano passado, não se opôs publicamente a diálogo, no entanto.

(Com Reuters)