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Chavistas acusam opositores que foram à OEA de ‘traição à pátria’

Governistas querem investigação contra quatro parlamentares da opisção que pediram à entidade que interceda na crise política que o país atravessa

Por Da Redação 5 Maio 2016, 18h39

Deputados governistas da Venezuela acusaram nesta quinta-feira de “traição à pátria” quatro oposicionistas que pediram à Organização de Estados Americanos (OEA) que interceda na crise política que o país atravessa. Os parlamentares do governista Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) entregaram à procuradora-geral Luisa Ortega um pedido para que o Ministério Público abra uma investigação contra Delsa Solórzano, Juan Guaido, Luis Florido, Ángel Medina e Williams Dávila. Segundo a chavista Carmen Meléndez, os opositores incorreram em “ações que atentam contra a independência, a soberania e a segurança do país”.

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O pedido confirma anúncio feito ontem pelo número dois do chavismo, o deputado Diosdado Cabello. “Estou preparando uma denúncia às autoridades nacionais contra esses deputados e cidadãos que foram para fora do nosso país difamá-lo, agredi-lo, pedir intervenções, pedir constituições democráticas (…) Isso é traição à pátria”, afirmou Cabello, em entrevista com a estatal Radio Nacional da Venezuela (RNV). O Código Penal venezuelano, em seu artigo 128, castiga com prisão de 20 a 30 anos o crime de traição à pátria.

Os opositores viajaram na semana passada até Washington (EUA) e se reuniram com o secretário-geral da OEA, o uruguaio Luis Almagro. Os deputados pediram a Almagro que avalie “os distintos mecanismos que a OEA tem e procedam pelo resgate da democracia venezuelana”, informou Florido, na volta a Caracas. O governo venezuelano mantém relações tensas com Almagro, que apoia a anistia para políticos presos. O presidente Nicolás Maduro o acusa de apoiar as “manobras golpistas da direita venezuelana”.

(Com AFP)

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