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Chávez diz que retornará a Cuba nas próximas horas

Ditador venezuelano afirma que está na 'reta final' de um tratamento de radioterapia para combater o câncer que o atinge desde meados de 2011

Por Da Redação 30 abr 2012, 16h29

O ditador venezuelano, Hugo Chávez, anunciou nesta segunda-feira que viajará nas próximas horas a Havana, com a prévia autorização da Assembleia Nacional, para se submeter à “reta final” do tratamento de radioterapia para combater o seu câncer.

“Devo retornar nas próximas horas a Havana, estamos na reta final da radioterapia”, disse o presidente em transmissão para rádios e emissoras de TV. Antes de sua viagem, Chávez precisa de uma autorização da Assembleia para se ausentar do país por mais de cinco dias. Para isso, o Legislativo convocou uma sessão extraordinária na tarde desta segunda-feira.

O ditador afirmou, durante discurso previsto para aprovar uma nova Lei do Trabalho, que retornará nos próximos dias a seu país para se recuperar dos “impactos” da radioterapia. “Esses não são dias fáceis, mas guerreiros existem para enfrentar a adversidade. E, com a fé em Deus, em Cristo Redentor, com esse amor imenso do povo venezuelano e com essa vontade de lutar e viver e vencer, nós seguiremos adiante”, completou.

Chávez, de 57 anos, iniciou os ciclos de radioterapia em março, depois de ter sido operado em 26 de fevereiro. No poder desde 1999, o caudilho pretende concorrer às eleições presidenciais, em 7 de outubro, contra o governador do estado de Miranda, Henrique Capriles Radonski.

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Direitos humanos – Ainda nesta segunda, Chávez defendeu que a Venezuela se retire imediatamente da “tristemente célebre” Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), um órgão que, segundo ele, é utilizado pelos Estados Unidos contra seu país. “A primeira coisa que vou pedir ao (novo) Conselho de Estado é um estudo acelerado e a recomendação para nos retirarmos imediatamente da tristemente célebre CIDH”, disse o presidente.

O Conselho de Estado venezuelano é o órgão superior de consulta do governo e da Administração Pública Nacional, cuja criação foi aprovada recentemente pelo presidente. O governo da Venezuela ameaçou em várias ocasiões sair da entidade interamericana com sede em Washington.

(Com agência France-Presse)

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