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Chávez diz que está ‘livre’ de câncer e em condições para batalha eleitoral

Por Da Redação - 9 jul 2012, 22h45

Caracas, 9 jul (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta segunda-feira que está ‘totalmente livre’ do câncer que foi diagnosticado em junho de 2011 e nas ‘melhores condições’ para enfrentar a campanha para as eleições de 7 de outubro, quando tentará sua terceira reeleição desde que assumiu o poder, em 1999.

A menos de três meses para a votação e em sua primeira entrevista coletiva como candidato, Chávez descartou estar doente, previu seu triunfo por 10 milhões de votos, reiterou suas críticas ao império, ao capitalismo e aos Estados Unidos e agradeceu uma mensagem de apoio do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula Da Silva.

O líder venezuelano assegurou que está ‘totalmente livre’ do câncer que o obrigou a realizar três cirurgias desde junho de 2011.

Chávez, que concorrerá nas urnas com o candidato único da oposição, Henrique Capriles, anunciou em 10 de setembro do ano passado que tinha ‘derrotado’ o câncer, embora em fevereiro precisou ser operado novamente e realizar sessões de radioterapia.

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O presidente venezuelano anunciou em 30 de junho de 2011 sua doença pela primeira vez, que o obrigou a submeter a ciclos de quimioterapia e radioterapia, mas não informou o tipo de câncer que sofria nem a gravidade da enfermidade.

O presidente disse ainda que seu processo de recuperação não será um fator limitador para sua campanha presidencial.

Chávez disse que até mesmo já começou ‘a dar uma corrida’ e afirmou que em pouco tempo poderá jogar uma ‘partida de beisebol’.

Sobre a campanha, o líder lembrou que é a décima quarta que lidera desde 1999, sem incluir a que o levou à vitória nas eleições de 1998, e que só agora está começando a ‘entrar em ação’.

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‘Chávez arrancou para a rua e o furacão bolivariano’, disse o presidente, que apelou para uma linguagem militar e anunciou uma ‘ofensiva geral’, ‘tipo blindado, tipo cavalaria’, além de ataques ‘por todos os lados’, entre eles caravanas nesta semana no leste e oeste do país.

Por outra parte, descartou que irá deixar de fazer seus pronunciamentos em cadeia obrigatórias de rádio e televisão, como exige a oposição. Chávez disse que isto é um direito ‘constitucional como chefe de Estado’ e ressaltou que está disposto a reconhecer os resultados que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) oferecer.

‘Já imagino Tibisay Lucena (presidente do CNE) dizendo o que vai dizer: ‘candidato Hugo Chávez, 10 milhões de votos”, afirmou o presidente.

O chefe de Estado admitiu ainda que se ‘surpreendeu’ positivamente com a mensagem de apoio que Lula o enviou e criticou o fato da oposição atacar o político brasileiro e ao mesmo tempo afirmar que se inspira nele.

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Durante sua entrevista coletiva, de mais de quatro horas, Chávez se referiu a Simón Bolívar ao comentar a possível exumação do corpo do antigo dirigente palestino Yasser Arafat com o objetivo de investigar as causas de sua morte.

Capriles, por sua parte, respondeu quase imediatamente a Chávez em entrevista coletiva e pediu que ele assine um acordo para reconhecer os resultados e interromper seus pronunciamentos em cadeia obrigatória.

‘Se é alguém que se sente tão seguro de seu triunfo, qual é o problema de assinar esse acordo?’, perguntou o líder opositor.

‘Quando eu não reconheci um resultado eleitoral? Tudo o que eu alcancei na política foi através do voto. E até agora não perdi uma eleição, ganhei todas as eleições e sempre respeitando a vontade do povo’, sustentou Capriles. EFE

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