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Chanceleres da Unasul fazem recomendações a Maduro

O governo venezuelano vai emitir ainda nesta quinta-feira uma nota oficial explicando as recomendações e as medidas que serão tomadas

Por Da Redação 27 mar 2014, 07h57

Os chanceleres da União das Nações Sul-americanas (Unasul), que visitaram a Venezuela durante os dois últimos dias para ajudar na construção do diálogo e por fim à violência no país, reuniram-se nesta quarta-feira com o presidente Nicolás Maduro e fizeram recomendações ao governante. O chanceler venezuelano, Elías Jaua, afirmou em uma declaração aos jornalistas após a reunião dos ministros das Relações Exteriores com Maduro que os membros da missão da Unasul “transmitiram ao presidente de maneira sucinta as conversas que tiveram” com diferentes atores da sociedade venezuelana. “Eles fizeram uma série de recomendações que o presidente acolheu plenamente”, acrescentou o chefe da diplomacia venezuelana.

Jaua explicou que a Presidência da Unasul emitirá nesta quinta-feira um comunicado oficial da visita “em que vai expor suas considerações, suas impressões e as recomendações que foram feitas a Maduro e a resposta do presidente a essas recomendações”. Os membros da missão da Unasul, entre os quais estavam os chanceleres de Brasil, Colômbia, Argentina, Uruguai, Bolívia, Equador e Suriname, reuniram-se com representantes do governo e da oposição e, no último dia, com empresários, estudantes e ONGs, entre outros. Durante a visita, os chanceleres também conversaram com representantes do Executivo, do partido do governo.

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Deputada – A deputada venezuelana Maria Corina Machado, suspensa de seu cargo pela Assembleia Nacional depois de participar como representante do Panamá de uma reunião da OEA, retornou de Lima na quarta-feira para Caracas, em plena ofensiva judicial do chavismo contra a oposição. Maria Corina, uma engenheira de 46 anos que nas eleições legislativas de 2010 foi uma das deputadas mais votadas, convocou para quarta uma manifestação em Caracas. O presidente da Assembleia Nacional e número dois do chavismo na Venezuela, Diosdado Cabello, primeiro a acusou como responsável pela violência do último um mês e meio na Venezuela e, depois, a destituiu do cargo.

“A ira provocada pelo regime, que está perdido, leva a cometer graves erros. Cada novo atropelo confirma ao mundo que há ditadura na Venezuela”, escreveu no Twitter a deputada. Segundo Cabello, Maria Corina perdeu sua imunidade parlamentar e pode ser detida pela Justiça. “Não temos informação de alguma ordem de detenção contra a deputada”, disse ao jornal El Universal um de seus advogados, José Amalio Graterol.

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Há um mês e meio a Venezuela vive uma onda de protestos contra o governo. As manifestações já deixaram 35 mortos e mais de 450 feridos. Os manifestantes protestam contra a inflação, o desabastecimento, a violência e por maior liberdade de expressão. Maduro considera que os protestos são um golpe de Estado orquestrado pela oposição em aliança com os Estados Unidos e a Colômbia.

(Com agências EFE e France-Presse)

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