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Chanceler francês Laurent Fabius anuncia saída do governo

Por Da Redação - 10 fev 2016, 13h43

O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, anunciou que deixará o governo para presidir o Conselho Constitucional, instituição que avalia a constitucionalidade das leis no país. Ao deixar o Conselho de Ministros nesta quarta-feira, Fabius respondeu “sim” quando foi perguntado se era a última vez que participava da reunião.

Nos últimos tempos aumentaram os rumores sobre sua partida do governo e sua possível nomeação como presidente do Conselho Constitucional. Sua substituição será um dos elementos importantes da reforma ministerial que o presidente François Hollande prepara e que deve ser anunciada antes do fim de semana.

Fabius já anunciou que pretende continuar a presidir a COP-21, conferência que reúne representantes dos países para discutir a mudança climática, até novembro. A informação, porém, não foi confirmada, segundo o jornal francês Le Monde.

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Para substituí-lo, estão cotados a ministra da Ecologia e ex-companheira de Hollande, Ségolène Royal, a ex-ministra Elisabeth Guigou, o ex-primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault e o atual secretário de Estado de Comércio Exterior, Matthias Fekl.

Crítica – Fabius acusou a Rússia e o Irã de serem cúmplices da violência do regime sírio. “Há tanto a brutalidade espantosa do regime de Bashar Assad e uma cumplicidade por parte da Rússia e do Irã”, afirmou Fabius ante os deputados franceses. O ainda chanceler exigiu novamente o cessar dos bombardeios na Síria, onde o exército governamental e seu aliado russo realizam uma violenta ofensiva no norte do país.

Filho – No final de janeiro, Thomas Fabius, filho de Laurent Fabius, foi acusado de fraude em um caso relacionado com jogos de azar. O filho do ministro teve um mandato internacional de prisão emitido pelas autoridades de Nevada, nos Estados Unidos, por ter emitido cheques sem fundos no valor de 3,5 milhões de euros (mais de 15 milhões de reais) em três cassinos de Las Vegas. Os investigadores analisam o duvidoso fluxo de dinheiro movimentado em 2013 por Thomas, cliente habitual de cassinos, em uma conta no banco Societé Général, e a compra de um apartamento de 300 metros quadrados em Saint-Germain, no centro de Paris, feita em 2012, por 7 milhões de euros (quase 30 milhões de reais).

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(Com AFP)

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