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Chanceler diz que mundo enfrenta ‘comunavírus’ após pandemia de Covid-19

Ernesto Araújo defende em seu blog que coronavírus representa ao que ele chama de globalismo uma 'oportunidade de construir uma ordem mundial sem nações'

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 19h24 - Publicado em 22 abr 2020, 10h51

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, defendeu em uma postagem em seu blog pessoal na madrugada desta quarta-feira, 22, a ideia de que o mundo enfrenta o “comunavírus”, depois que a pandemia de Covid-19 “fez despertar novamente para o pesadelo comunista”.

Citando um livro publicado na Itália, Virus, do filósofo esloveno de esquerda Slavoj Zizek, Araújo diz que o coronavírus representa ao que o chanceler chama de globalismo “uma imensa oportunidade de construir uma ordem mundial sem nações e sem liberdade”.

No texto publicado em seu blog, o ministro das Relações Exteriores afirma ainda que tal projeto “já se vinha executando por meio do climatismo ou alarmismo climático, da ideologia de gênero, do dogmatismo politicamente correto, do imigracionismo, do racialismo ou reorganização da sociedade pelo princípio da raça, do antinacionalismo, do cientificismo”.

“São instrumentos eficientes, mas a pandemia, colocando indivíduos e sociedades diante do pânico da morte iminente, representa a exponencialização de todos eles”, escreveu. Para o chanceler, usando “tudo em nome da ‘solidariedade’”, um “vírus ideológico contagiará o mundo e permitirá construir o comunismo de forma inesperada”.

Segundo Araújo, Zizek “é provavelmente o escritor marxista mais lido nos últimos trinta anos” e sua tese deve ser levada a sério. Com uma crítica indireta à China, diz ainda que o autor mostra que seu “mundo dos sonhos é Wuhan quarentenada”

“Diante disso precisamos lutar pela saúde do corpo e pela saúde do espírito humano, contra o Coronavírus mas também contra o Comunavírus, que tenta aproveitar a oportunidade destrutiva aberta pelo primeiro, um parasita do parasita”, diz.

  • O líder do Itamaraty ainda questiona entidades internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para o ministro, “transferir poderes nacionais à OMS, sob o pretexto (jamais comprovado!) de que um organismo internacional centralizado é mais eficiente para lidar com os problemas do que os países agindo individualmente, é apenas o primeiro passo na construção da solidariedade comunista planetária”.

    O texto ainda cita o nazismo e faz críticas ao que chama de politicamente correto. Até o momento, de acordo com o monitoramento em tempo real da Universidade Johns Hopkins, o novo coronavírus contaminou mais de 2,5 milhões de pessoas e matou mais de 178.000.

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