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Chanceler de Kadafi diz que “guerra acabou”

Conflitos violentos continuam em Trípoli e em outros pontos do país

Por Da Redação - 24 ago 2011, 20h51

Em entrevista à emissora britânica Channel 4, o ministro das Relações Exteriores do governo de Muamar Kadafi, Abdelati Obeidi, disse que “a guerra acabou” e que, se estivesse no comando da Líbia, pediria para todos os partidários do ditador se renderem. Contudo, os rebeldes ainda enfrentam resistência em alguns pontos da capital Trípoli e em outros locais do país.

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“Eles (os rebeldes) têm uma boa imagem minha, eles me conhecem. Tenho certeza de que eles não machucarão a mim ou a minha família. Pelo contrário, sinto que quando as coisas se acalmarem poderemos conversar”, disse Obeidi.

O ex-chanceler negou ter conhecimento sobre o paradeiro de Kadafi e disse que as chances de uma negociação para o fim da crise já passaram. “Eu espero que estas pessoas (rebeldes) sejam todas líbias e que não sejam estrangeiras, que não sejam invasores, e que as pessoas dentro do nosso país tentem remediar essas feridas e comecem a lidar com suas responsabilidades perante esta crise”, afirmou.

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Conflitos – Desde domingo, os insurgentes têm realizado avanços significativos na Líbia – tomaram Trípoli no domingo e, na terça-feira, conquistaram o complexo residencial de Kadafi, chamado Bab al-Aziziya. Porém, os conflitos ainda não chegaram ao fim, já que os tiroteios prosseguem ao redor da fortaleza, no aeroporto da capital e no bairro de Abu Salim, reduto das tropas fiéis ao regime.

Várias ruas do centro de Trípoli estavam desertas devido à presença de franco-atiradores leais ao regime espalhados pela capital, segundo os rebeldes, que também foram atacados por disparos perto do aeroporto.

Para tomar o controle do país, os rebeldes precisam capturar o coronel, o que os levou a oferecer uma recompensa em dinheiro a quem encontrá-lo e ainda uma anistia total a qualquer membro do círculo próximo de Kadafi que esteja disposto a entregá-lo.

(Com agência France-Presse)

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