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Chanceler da Áustria renuncia em meio a acusações de corrupção

Atitude é um esforço para neutralizar a crise desencadeada pelo anúncio do Ministério Público de que ele é alvo de investigação

Por Da Redação Atualizado em 9 out 2021, 15h54 - Publicado em 9 out 2021, 15h45

O chanceler da Áustria, Sebastian Kurz, anunciou neste sábado, 9, que vai renunciar ao cargo. A atitude de Kurz é um esforço para neutralizar a crise desencadeada pelo anúncio do Ministério Público de que ele é alvo de uma investigação de corrupção. Os promotores alegam que ele usou dinheiro público a fim  de subornar institutos de pesquisas e jornalistas para favorecê-lo.

Kurz disse em um comunicado que propôs como seu sucessor o ministro das Relações Exteriores, Alexander Schallenberg, um diplomata de carreira. O político acrescentou que planeja continuar na liderança do Partido Popular da Áustria (ÖVP, siglas em alemão), de orientação conservadora, e assumir como líder no parlamento.

O partido de Kurz o apoiou após o anúncio dos promotores na quarta-feira. Mas seu parceiro de coalizão, Os Verdes – Alternativa Verde, disse na sexta-feira que ele não poderia permanecer como chanceler e exigiu que nomeasse outra pessoa para substituí-lo.

Os líderes da oposição pediram a saída de Kurz e planejaram trazer uma moção de censura contra ele ao parlamento na terça-feira.

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Na quarta-feira, Kurz tuitou que se defenderia contra as acusações “com todas as minhas forças”: “Como partido popular, fomos eleitos com sucesso em duas eleições, defendemos a cooperação do governo com os Verdes e estamos prontos para continuar!”.

A situação não é estranha a Kurz. Em 2019, ele e seu gabinete foram destituídos do governo austríaco, após partidos de oposição apresentarem uma moção de desconfiança no parlamento. Era a primeira vez que o país passava por uma situação semelhante desde o pós-guerra.

A moção de desconfiança contra Kurz foi proposta pelo Partido Social-Democrata (SPÖ), de centro-esquerda, a maior força de oposição. O até então parceiro de coalizão do ÖVP, o Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ), de extrema direita, apoiou a moção.

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