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Cessar-fogo de 60 dias entre EUA e Irã chega ao fim e Trump afirma que Teerã deveria se render

Dois meses após a assinatura do documento, impasse entre os países persiste

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 ago 2026, 15h27 | Atualizado em 17 ago 2026, 16h05
Cessar-fogo de 60 dias entre EUA e Irã chega ao fim e Trump afirma que Teerã deveria se render Priorizar nos meus resultados Google

O memorando de entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã, que estabeleceu um prazo ambicioso de 60 dias para encerrar a guerra, chega oficialmente ao fim nesta segunda-feira, 17, em meio a um aumento das tensões entre os países.

O pacto, assinado em junho no Palácio de Versalhes, previa a suspensão de todas as operações militares para abrir espaço para negociações sobre um acordo definitivo, com possibilidade de extensão caso houvesse concordância entre Washington e Teerã. O documento também estabelecia a reabertura do Estreito de Ormuz, atribuindo ao Irã um papel definido na facilitação da navegação pela estratégica rota marítima. 

Na prática, o acordo rapidamente se desfez, com o presidente americano Donald ‌Trump afirmando que estava “acabado” em 7 de julho e ⁠o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarando que estava “suspenso” uma semana depois. Washington acusa Teerã de não cumprir o compromisso de reabrir plenamente o Estreito de Ormuz, enquanto as autoridades iranianas alegam que os Estados Unidos não cumpriram suas obrigações, principalmente em relação ao bloqueio de portos e à liberação de ativos iranianos.

As polêmicas medidas de Donald Trump

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Dois meses após a assinatura do documento, os impasses entre os países persistiram. Sem sinais de qualquer avanço em relação ao Estreito de Ormuz ou à questão nuclear do Irã, os dois lados estão mais distantes de um acordo do que estavam na época. 

No início do mês, o Irã negou estar em negociações com os Estados Unidos, após Trump anunciar que começaria uma nova rodada de diálogos para encerrar a guerra em curso há quase seis meses.

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Já o Paquistão, que desempenhou papel importante na intermediação do acordo de junho, manifestou, na semana passada, esperança de que ele fosse prorrogado.

“Não estamos encerrando este capítulo”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Tahir Andrabi. “O Paquistão está fazendo todos os esforços possíveis para levar as duas partes à mesa de negociações”, acrescentou.

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Também nesta segunda, Trump afirmou que o Irã deveria se render para pôr ‌fim à guerra. “Eles deveriam hastear a ‌bandeira branca da rendição”, disse o republicano a um repórter da Fox News durante uma entrevista por telefone.

O ocupante do Salão Oval ainda ameaçou atacar Omã caso o país interfira nas negociações com o Irã sobre o controle do Estreito de Ormuz.

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A ameaça ocorre em um momento em que Teerã e Mascate avançam nas negociações sobre a reabertura de Ormuz. Nesta segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, afirmou que os dois países chegaram a “um entendimento sobre o mapa da rota de trânsito” pelo estreito, sem dar detalhes sobre o acordo.

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