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Cerca de 75 presos, entre eles membros do PCC, fogem de prisão no Paraguai

Fuga pode ter acontecido através de um túnel. Governo paraguaio também avalia a hipótese de que os detentos escaparam com o apoio de agentes penitenciários

Por Da Redação - Atualizado em 19 jan 2020, 12h28 - Publicado em 19 jan 2020, 11h59

Cerca de 75 presos, muitos dos quais seriam integrantes da facção brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC), fugiram neste domingo da prisão de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, cidade que faz fronteira com a cidade brasileira de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Após a fuga, foi encontrado um túnel que liga um dos pavilhões à área externa da penitenciária. O governo, no entanto, avalia a possibilidade de que os detentos tenham escapado pela porta da frente com a cumplicidade de funcionários da penitenciária.

O Ministério da Justiça paraguaio ainda não forneceu a lista de fugitivos, embora meios de comunicação locais mencionem o número de 75 e informem que um dos prisioneiros teria sido capturado nas primeiras horas da manhã. A facção brasileira tem forte atuação no Paraguai, devido a tráfico de drogas.  Inicialmente, a imprensa paraguaia informou que 91 haviam fugido do presídio.

“Foi encontrado um túnel e acreditamos que esse túnel foi um recurso enganoso para legitimar ou maquiar a liberação dos presos. Há cumplicidade com as pessoas de dentro da prisão e esse é um fenômeno que acontece em todas as penitenciárias”, afirmou o ministro do Interior do país, Euclides Acevedo, em nota publicada em site do governo. Segundo ele, a polícia está investigando a fuga e em alerta máximo para tentar recapturar os fugitivos.

À rede de televisão “Telefuturo”, o ministro do Interior, Euclides Acevedo, disse estar considerando a hipótese de que os detentos saíram pelos portões principais da prisão e que tinham o apoio dos agentes. Ainda segundo ele, o diretor da prisão, no departamento de Amambay, está de férias. Acevedo afirmou também que está sendo investigada a possibilidade de que o túnel tenha sido construído como uma fachada para esconder a suposta cumplicidade dos funcionários.

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A Polícia Nacional já iniciou uma operação de busca dos fugitivos na área de Pedro Juan Caballero, cidade localizada na fronteira com o Brasil e que é um dos centros de operações do PCC no país vizinho. Em dezembro passado, a ministra da Justiça, Cecilia Pérez, afirmou ter informações de inteligência prisional apontando para um plano de fuga ou resgate dos líderes da facção criminosa, que forneceriam uma recompensa de 80 mil dólares pela operação. Diante da ameaça, a Justiça chegou a anunciar o reforço da segurança nas penitenciárias, onde já existe uma presença policial e militar, conforme estabelecido pela Lei de Emergência das Prisões.

A norma foi sancionada pelo presidente do país, Mario Abdo Benítez, no dia 8 de setembro, após vários confrontos e tumultos nas cadeias do país. Porém, alguns dias depois, o chefe do Comando Vermelho no Paraguai, Jorge Samudio, escapou. À época, o chefe de governo denunciou que havia corrupção e dinheiro envolvidos na fuga.

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(Com EFE)

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