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Cerca de 15.000 refugiados estão bloqueados na fronteira da Síria com a Turquia

Os sírios deixaram a província de Aleppo após intensos ataques aéreos russos e ofensivas do exército de Bashar Assad

Mais de 15.000 refugiados sírios que fogem dos conflitos na província de Aleppo não conseguiram deixar o país, pois ficaram bloqueados na fronteira com a Turquia, informou a Organização das Nações Unidas nessa sexta-feira. Segundo a ONU, a fronteira está fechada pelo segundo dia, embora o governo turco tenha afirmado que está fornecendo abrigo e comida para os refugiados.

“Estima-se que um total de até 20.000 pessoas estão reunidas na passagem de fronteira de Bab al Salama e entre 5.000 e 10.000 foram levadas para a cidade (mais próxima) de Azaz”, também na província síria de Aleppo, indicou Linda Tom, porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos humanitários (OCHA).

Os cada vez mais intensos ataques aéreos russos e as ofensivas do exército do regime sírio nos últimos dias levaram ao êxodo de dezenas de milhares de pessoas da província de Aleppo. Segundo o primeiro-ministro turco Ahmet Davutoğlu, mais de 70.000 pessoas devem deixar a área nos próximos dias, que está atualmente cercada pelas forças leais ao ditador sírio Bashar Assad. O exército sírio cortou todas as rotas que levavam suprimentos básicos até a província, ameaçando a região de um “cerco de fome”.

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Após uma semana de bombardeios, considerados os mais intensos dessa guerra que já dura cinco anos, as forças da oposição no norte da Síria afirmaram estarem perdendo o controle sobre Aleppo. Agora, as forças leais a Assad controlam a maior parte da área norte da província. Segundo a ONU, durante a ofensiva no mês de janeiro, foram realizados treze ataques aéreos a instalações médicas.

Na última quinta-feira, na conferência organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Londres para arrecadar fundos de ajuda humanitária à Síria, o primeiro-ministro britânico David Cameron admitiu que apenas o dinheiro não solucionará a catástrofe humanitária na Síria, por isso pediu um “urgente” esforço para encerrar o banho de sangue naquele país e permitir uma “transição política”.

A conferência se comprometeu a destinar mais de 10 bilhões de dólares (quase 40 bilhões de reais) aos refugiados sírios que fogem do conflito no país. “Nunca a comunidade internacional reuniu tanto dinheiro em um único dia para uma crise”, afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ao término da reunião.

(Da redação)