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CEO da Statoil confirma seis desaparecidos na Argélia

Helge Lund também afirmou neste sábado que dois funcionários da empresa que estavam desaparecidos já estão em segurança

Por Da Redação 19 jan 2013, 11h22

O presidente da petrolífera norueguesa Statoil, Helge Lund, afirmou neste sábado que dois funcionários da empresa que estavam desaparecidos já estão em segurança na Argélia. Segundo o executivo, agora há seis funcionários que ainda não foram localizados. Os noruegueses fazem parte de um grupo de funcionários do campo de exploração de gás In Amenas, no sul da Argélia, que foram vitimas de um ataque terrorista de autoria da milícia islâmica Batalhão de Sangue. “Não podemos perder a esperança. Trazer para casa nossos funcionários é nosso principal objetivo”, disse Lund durante uma coletiva de imprensa.

O atentado ocorreu no início da manhã de quarta-feira, quando os terroristas tentaram atacar um ônibus que transportava funcionários do campo de gás para um aeroporto próximo. Seguranças que faziam a escolta do ônibus revidaram e evitaram a ação, mas duas pessoas morreram e o ataque se transformou em um sequestro envolvendo funcionários de várias nacionalidades. O sequestro mobilizou governos de vários países em busca de informações sobre os reféns, principalmente depois de uma operação de resgate iniciada pelo Exército argelino na quinta-feira, que resultou na morte de reféns.

Segundo o jornal francês Libération, sete homens ainda são mantidos reféns na planta da British Petroleum (BP), em In Amenas: três belgas, dois americanos, um japonês e um britânico. Contudo, o número de desaparecidos ultrapassa 30. A agência de notícias estatal argelina, a APS, informou que um total de doze argelino e funcionários estrangeiros morreram desde o início do atentado. Segundo a Reuters, o Exército argelino encontrou, neste sábado, 15 corpos queimados em In Amenas. Ainda não há informações sobre a identificação dos corpos ou as causas das mortes.

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Estrangeiros – A milícia islâmica deixou claro que os estrangeiros eram seus principais alvos. De acordo com um argelino que conseguiu fugir do complexo na tarde de quinta-feira, e que pediu anonimato, os funcionários estrangeiros foram separados dos argelinos pelos terroristas. Estes repetiam que os argelinos eram seus “irmãos”.

Um argelino que foi libertado pelos terroristas disse ao The New York Times que muitos dos sequestradores não tinham sotaque do país, sugerindo que eles tivessem vindo da Líbia ou da Síria. Segundo a fonte, um deles seria francês. Em determinado momento, os rebeldes teriam atirado em um europeu pelas costas, na presença de outros reféns, mas não ficou claro o motivo ou se a vítima morreu após o disparo. De acordo com o argelino, houve “várias execuções” ao longo do sequestro, embora ele não as tenha presenciado. Na tarde de quinta-feira, os sequestradores pediram que ele deixasse o local com outros argelinos. Eles se deslocaram com um ônibus até que as forças de segurança os encontraram.

Terror – A milícia Batalhão de Sangue nasceu há pouco tempo a partir da Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI). Segundo o governo argelino, todos os terroristas são subordinados a um ex-comandante da Al Qaeda no Magreb Islâmico, Mokhtar Belmokthar, que teria fundado a nova milícia no fim do ano passado após ter se desentendido com outros líderes extremistas.

Belmoktar é um jihadista veterano conhecido por tomar reféns e contrabandear desde imigrantes ilegais até cigarros, o que lhe rendeu o apelido de “Sr. Malboro”. Ele nasceu em 1972 na Argélia e viajou ao Afeganistão em 1991 para combater o governo local. Nesses combates, ele perdeu um olho, o que lhe rendeu um outro apelido, Belaouar, ou “o homem de um olho só”.

(Com Reuters)

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