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Centro Wiesenthal denuncia que centenas de criminosos nazistas seguem livres

Berlim, 14 dez (EFE).- O Centro Simon Wiesenthal de Jerusalém estima que ‘centenas’ de criminosos nazistas continuam livres e considera que vale a pena seguir com as investigações contra estes, mesmo que poucos possam ser processados e condenados, dada suas idades avançadas.

‘Ainda que uma mínima parte deles acabe condenada já seria um grande sucesso’, afirmou o caça-nazistas Efraim Zuroff, do Centro Wiesenthal, em uma visita a Berlim.

De acordo com suas informações, entre abril de 2010 e março de 2011 foram abertos no mundo todo 584 relatórios sobre supostos criminosos de guerra nazistas, aos quais se somam outros 1.300 casos ainda por investigar.

O Centro Wiesenthal lançou a chamada ‘Operação Última Chance II’, com o objetivo de apertar o cerco aos antigos membros de grupos de ataque e de vigilância dos campos de concentração.

A instituição oferece recompensas de até 25 mil euros em troca de pistas sólidas para possibilitar o processo e eventual condenação destes supostos criminosos nazistas.

Zuroff ressaltou, além disso, que não importa a idade avançada, já que isso ‘não é um atenuante sobre sua culpabilidade’.

Na lista dos mais procurados pelo centro israelense estão Alois Brunner, estreito colaborador de Adolf Eichmann, assim como o médico nazista Aribert Heim.

Zuroff também destacou o caso de Klaas Carl Faber, condenado à morte na Holanda em 1944 pelo assassinato de prisioneiros, mas que conseguiu fugir para a Alemanha, onde vive desde 1952.

O caça-nazistas elogiou ainda o papel desempenhado pela justiça alemã para a condenação de John Demjanjuk, o ucraniano que atuou como guarda voluntário no campo de concentração de Sobibor (Polônia), que após um longo processo foi recentemente condenado a cinco anos de prisão. EFE