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Centenas de presos políticos são libertados em Mianmar

Governo anunciou na terça-feira a anistia para 6.359 prisioneiros

Por Da Redação 12 out 2011, 11h29

Centenas de presos políticos foram libertados nesta quarta-feira em Mianmar após a anistia a mais de 6.000 reclusos anunciada pelo presidente, Thein Sein. A maioria dos dissidentes mais proeminentes, porém, continuam atrás das grades.

As autoridades birmanesas não divulgaram a identidade dos anistiados, mas fontes da dissidência estimam que entre eles estejam 300 dos cerca de 2.000 presos políticos contabilizados pela Associação de Assistência aos Presos Políticos de Mianmar. Dos 320 reclusos que saíram da prisão de Obo, em Mandalay, 46 são presos políticos, dentre eles monges budistas, ex-militares e membros da Liga Nacional para a Democracia, o principal partido da oposição, que é dirigido pela Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

As libertações começaram depois que a televisão e a rádio estatal anunciaram na terça-feira a anistia para 6.359 presos assinada pelo presidente do país. Segundo o comunicado oficial, a medida foi aprovada “por princípios humanitários para reclusos idosos, doentes ou com alguma deficiência que cumpriram um período adequado da condenação e mostraram bom comportamento moral”.

O anúncio foi feito horas depois da comissão para os direitos humanos, criada recentemente pelo governo, pedir por escrito ao chefe de estado a libertação de todos os “presos de consciência”, sem oferecer dados sobre seu número. Os Estados Unidos e a União Europeia insistiram que, antes de estudar o levantamento das sanções impostas ao país asiático, todos os presos políticos devem ser soltos.

Contexto – Depois de quase 40 anos governada por generais, Mianmar empreende uma transformação rumo a uma “democracia disciplinada”, que começou com a aprovação de uma Constituição em 2008 e prosseguiu com a realização de controversas eleições em 2010, quando o partido de Thein Sein ganhou com maioria absoluta. O próximo passo foi a transferência do poder da Junta Militar a um governo civil eleito nas urnas e formado em sua grande maioria por ex-generais, em março.

(Com agência EFE)

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