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Catalunha ignora veto e organiza referendo separatista

A votação sobre a independência da região está marcada para 9 de novembro e os partidos separatistas irão recorrer da decisão judicial que suspende o pleito

O líder separatista da Catalunha criou uma comissão para supervisionar a criação do referendo sobre a independência da região, agendado para o mês que vem, desafiando o governo central da Espanha, que recorreu à Justiça para impedir a votação. O presidente da rica região no nordeste do país, Artur Mas, nomeou na noite de quinta-feira uma comissão de sete pessoas para organizar a votação, informou o governo local em um comunicado. O gabinete do primeiro-ministro Mariano Rajoy se recusou a comentar.

Essa foi a primeira medida oficial de preparação para a votação sobre a separação de Espanha, marcada para 9 de novembro, depois que o Tribunal Constitucional concordou na segunda-feira em suspender o referendo até verificar sua legalidade – uma decisão que efetivamente suspendeu o plebiscito.

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A Catalunha tem uma população de 7,5 milhões de pessoas e um idioma próprio. A região responde por um quinto da economia da Espanha e há muito busca a independência, numa campanha que ganhou força com o referendo do mês passado na Escócia. O governo espanhol argumenta que qualquer votação sobre a secessão contaria a Constituição da Espanha, de 1979. Em um parecer sobre a convocação do plebiscito catalão, o Conselho de Estado da Espanha considera que a consulta é inconstitucional ao oferecer aos cidadãos da Catalunha a capacidade de decidir sobre uma questão – a unidade da nação espanhola – que está reservada ao conjunto do país.

A Catalunha anunciou esta semana que iria suspender temporariamente a campanha enquanto se prepara para recorrer da decisão do Tribunal Constitucional. Os partidos pró-independência marcaram uma reunião nesta sexta em Barcelona para chegar a um acordo sobre uma estratégia jurídica e apelar da decisão do tribunal. Analistas políticos avaliam que Mas pode provavelmente antecipar a convocação das eleições regionais, transformando-as em um plebiscito para fortalecer os partidos separatistas e ampliar as esperanças de secessão.

(Com agência Reuters)