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Após alertar filha sobre namorado racista, casal é morto nos EUA

Mãe teria descoberto contas na internet de namorado da filha que compartilhavam ideias neonazistas; jovem atirou em si mesmo e está hospitalizado

Por Da Redação - Atualizado em 25 dez 2017, 19h22 - Publicado em 25 dez 2017, 19h08

O casal americano Scott Fricker, de 48 anos, e Buckley Kuhn-Fricker, de 43, foi assassinado por um adolescente de dezessete anos na casa de ambos em Reston, estado da Virgínia, a vinte quilômetros de Washington. O jovem, que não foi identificado por ser menor de idade, era namorado da filha do casal.

Em entrevista ao jornal americano The Washington Post, a avó materna Janet Kuhn afirmou que a sua família estava preocupada com as ideias racistas do genro, que estaria tentando “doutrinar a garota com ideias de supremacia racial branca”. Nas últimas semanas, a mãe, Buckley, percebeu postagens em contas anônimas que divulgavam o neonazismo. Ao relacionar as contas ao namorado da filha, Buckley denunciou as postagens à escola da filha e do namorado.

Segundo o Post, as postagens continham imagens “louvando Hitler, apoiando fogueiras nazistas de livros, pedindo uma ‘revolução branca’, fazendo comentários antissemitas contra judeus e trazendo um homem pendurado por um laço diante de insultos a pessoas gays”. “Eu ficaria mal de denunciá-lo se o seu uso de internet fosse basicamente o de um jovem normal, mas ele é um monstro e eu não tenho dó de pessoas assim”, escreveu a mãe em um e-mail ao qual o jornal teve acesso.

No que pode ter sido um gesto de vingança contra a mãe da namorada, que terminou o relacionamento, o jovem atirou nela e no esposo e depois disparou contra si mesmo. O atirador não morreu, mas encontra-se em “estado grave”, segundo comunicado da polícia local. Paralelamente a sua recuperação, ele já foi indiciado por duas acusações de homicídio.

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