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Casa Branca: restringir armas é só parte de resposta a massacre

Senadores democratas se mobilizam para apresentar projeto para o controle de armamentos nos EUA

Por Da Redação 17 dez 2012, 17h44

Três dias depois do massacre em uma escola primária de Newtown, Connecticut, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, afirmou que o controle de armas é apenas parte da resposta para combater esse tipo de crime nos Estados Unidos. Carney não especificou, no entanto, propostas ou medidas para lidar com a questão. Senadores democratas já afirmaram que vão apresentar um projeto para controle de armas.

Na noite de domingo, o presidente Barack Obama discursou durante uma vigília ecumênica em homenagem às vítimas do massacre, afirmando que os Estados Unidos deveriam mudar “para evitar novas tragédias” e que seu governo buscaria “medidas mais duras” para enfrentar a questão. “Não estamos fazendo o bastante”, considerou.

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Armas – Em meio à crescente pressão para os EUA adotarem um controle mais rígido da venda de armas, Obama admitiu que há “causas complexas” para a violência nos EUA, mas insistiu que não se pode aceitar como rotineiros eventos como o de Newtown. Obama prometeu que fará tudo o que estiver ao seu alcance para evitar novas tragédias.

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Controvérsia – Congressistas democratas mostraram mais sinais nesta segunda-feira de seus esforços para implementar medidas agressivas para o controle de armas nos Estados Unidos. Os republicanos e defensores do porte de armas, por sua vez, permaneceram em silêncio, em sua maioria, sobre o assunto.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, pediu que os legisladores do país busquem novas regras para coibir o uso de armas de fogo. “Estamos matando uns aos outros. Somos o único país industrializado que tem esse problema”, disse. “Chega”, acrescentou. O governador Andrew Cuomo também se pronunciou pelo controle de armas no estado de Nova York. “Não há dúvidas de que a lei precisa ser melhorada”, afirmou o democrata.

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Massacre – Nesta segunda-feira, as primeiras vítimas do massacre na escola infantil Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, começam a ser veladas. O atirador, identificado pela polícia como Adam Lanza, matou a própria mãe, Nancy Lanza, antes de se dirigir ao colégio. No local, deixou seis adultos e 20 crianças entre 6 e 7 anos mortos, e se matou ao ouvir a polícia chegar.

No domingo, a imprensa americana divulgou que Nancy amava armas e frequentemente levava seus filhos para um dos espaços de tiro localizados em subúrbios no nordeste da cidade de Nova York. Uma das armas de Nancy aparentemente foi usada no crime, e sua fascinação por armas transformou-se em foco de atenção na investigação sobre o que teria levado o jovem de 20 anos a realizar o massacre.

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Incidente – Duas escolas da cidade de Ridgefield, próxima a Newtown, reabriram após serem fechadas na manhã desta segunda-feira quando moradores locais alertaram a polícia sobre a presença de um homem armado na região. O suspeito foi identificado, mas a polícia não divulgará informações sobre ele. Os colégios enviaram uma nota aos pais informando que as escolas não foram abertas por precaução, e os alunos foram encaminhados para outra instituição de ensino.

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