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Casa Branca pede que Spotify ‘faça mais’ contra desinformação sobre Covid

Fala de porta-voz é referência à polêmica envolvendo podcast acusado de estimular não vacinação e decisão de artistas de abandonarem plataforma de áudio

Por Da Redação 2 fev 2022, 08h41

A Casa Branca opinou nesta terça-feira, 1, que o serviço de streaming de áudio Spotify deveria “fazer mais” para combater a desinformação contra a Covid-19 em seus conteúdos, em referência a uma polêmica gerada por um dos podcasts mais ouvidos da plataforma.

Em entrevista diária à imprensa, a porta-voz Jen Psaki elogiou a decisão da plataforma de incluir um aviso em todos os conteúdos que abordam o coronavírus e a pandemia, mas afirmou que todos os aplicativos precisam ser mais “responsáveis e manter a vigilância” em meio à onda de desinformação.

“O aviso (de que o Spotify vai incluir) é um passo positivo, mas queremos que todas as plataformas continuem fazendo mais para denunciar a desinformação e a manipulação de informação, enquanto promovem a informação precisa”, disse. 

A fala da porta-voz se referiu às críticas feitas ao Spotify por causa do programa “The Joe Rogan Experience”, podcast mais popular nos Estados Unidos e que é transmitido exclusivamente na plataforma digital, após a empresa ter assinado um contrato de US$ 100 milhões com criador em 2020.

O programa tem sido repetidamente criticado por promover teorias de conspiração sobre o coronavírus e promover a não vacinação, segundo 270 médicos e cientistas americanos advertiram em carta ao Spotify semanas atrás. Entre outras declarações falsas, o apresentador do podcasts sugeriu que americanos mais jovens não correm riscos com o vírus e não precisariam ser vacinados.

Durante sua fala na terça-feira, Psaki destacou que há “16 vezes mais chances de ser hospitalizado se não tiver sido vacinado” contra a covid-19, e “68 vezes mais probabilidades de morrer do que uma pessoa que tenha recebido uma terceira dose”.

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“Isso é bastante significativo, e pensamos que é algo que deve certamente ser a base da forma como as pessoas se comunicam sobre esta questão”, acrescentou.

Cantor Neil Young e apresentador Joe Rogan. 07/07/2018-10/12/2021
Cantor Neil Young e apresentador Joe Rogan. 07/07/2018-10/12/2021 Aliche Chiche e Carmen Mandato/AFP

Diversas redes sociais, como Facebook, Twitter e YouTube, enfrentaram pressão similar tanto da administração quanto de usuários para adotarem esforços similares contra desinformação. No Instagram, por exemplo, conteúdos que citam Covid-19 podem frequentemente ser marcados como enganosos.

Em protesto contra a desinformação e o podcast de Rogan, artistas como Neil Young e Joni Mitchell anunciaram recentemente que retirariam suas obras do Spotify. O príncipe Harry e a esposa, Meghan Markle, também se juntaram às críticas.

Em meio às críticas, o Spotify anunciou no domingo que incluirá um aviso de conteúdo sobre “qualquer episódio de podcast que inclua uma discussão sobre a Covid-19”, mas até agora não se mostrou disposto a romper o lucrativo contrato com Rogan.

“Este novo esforço para combater desinformação acontecerá em países ao redor do mundo nos próximos dias. Acreditamos que este aviso de conteúdo é o primeiro do tipo em uma grande plataforma de podcasts”, afirmou o cofundador da empresa, Daniel Ek. “Quero que vocês saibam que, desde os primeiros dias da pandemia, o Spotify tem sido enviesado para a ação”.

O novo aviso dirigirá os ouvintes a um “núcleo Covid-19”, para que possam ter acesso a “informação atualizada e orientada para os dados compartilhados por cientistas, médicos, pesquisadores e autoridades de saúde pública de todo o mundo, assim como links para fontes confiáveis”.

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