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Casa Branca: ‘Governo da Nicarágua tem os dias contados’

Regime de Daniel Ortega instigou a condenação de líderes da oposição a mais de 200 anos de prisão por terem convocado manifestações

Por Da Redação - Atualizado em 20 fev 2019, 19h39 - Publicado em 20 fev 2019, 19h18

O Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, disse nesta quarta-feira, 20, que o governo de Daniel Ortega, da Nicarágua, “está com os dias contados”. “O povo nicaraguense logo estará livre”, afirmou o colaborador direto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que costuma definir a Nicarágua, Venezuela e Cuba como a “troica da tirania”.

Bolton referiu-se às longas sentenças de prisão dadas esta semana pela Justiça da Nicarágua, controlada por Ortega, a três opositores do regime que participaram dos protestos contra o governo no ano passado.

“O regime de Ortega condenou três líderes agrícolas a 550 anos de prisão por seu papel nos protestos em 2018, onde, segundo relatos, as forças policiais de Ortega mataram 300 ativistas. Como o presidente Trump disse na segunda-feira, os dias de Ortega estão contados e o povo nicaraguense em breve estará livre”, escreveu Bolton em seu perfil no Twitter.

De fato, a Justiça do país condenou a mais de 200 anos de prisão os líderes da oposição Medardo Mairena e Pedro Mena por atos de “terrorismo”, como o regime tem classificado as manifestações populares. O governo de Ortega tem perseguido também os meios de comunicação independentes do país.

No final de janeiro, o diretor da rede de televisão 100% Noticias, Miguel Mora, e sua chefe de jornalismo, Lucía Pineda, foram processados como terroristas. O canal de notícias fora invadido e tirado do ar em dezembro. Depois de invasão policial ao jornal El Confidencial e de ameaças, seu diretor, Carlos Chamorro, exilou-se na Costa Rica.

Ex-guerrilheiro que governa a Nicarágua desde 2007, Ortega enfrentou em abril passado protestos contra seu projeto de reforma previdenciária. A reação violenta da polícia levou os manifestantes a pedirem sua renúncia. Desde então, as forças de repressão mataram 325 pessoas, prenderam mais de 700 e forçaram ao exílio pelo menos 50.000 nicaraguenses, segundo grupos de direitos humanos e da oposição.

Trump disse em um evento em Miami na segunda-feira 18 que “os dias do socialismo e do comunismo estão contados” na Venezuela, em Cuba e na Nicarágua.

(Com AFP)

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