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Cartunista do ‘Charlie Hebdo’ não fará mais charges de Maomé

Renald Luzier, conhecido como Luz, o principal cartunista do jornal satírico francês Charlie Hebdo, alvo de um violento atentado jihadista em janeiro passado, anunciou que não vai mais fazer charges com o profeta Maomé. “Não vou desenhar mais a personagem de Maomé, ele não me interessa mais”, declarou o cartunista em uma entrevista divulgada nesta quarta-feira pela revista francesa Les InRockuptibles.

O número da Charlie Hebdo publicado depois do ataque tinha na capa desenhada por Luz uma caricatura de Maomé com um cartaz anunciado “Eu sou Charlie” e “está tudo perdoado”, o que desencadeou protestos em vários países muçulmanos. Publicada uma semana depois do atentado que deixou doze mortos em 7 de janeiro, o jornal foi lançada com 8 milhões de exemplares, um recorde histórico para a imprensa francesa.

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“Os terroristas não venceram”, disse o cartunista Luz à revista. “Eles teriam vencido se toda a França continuar com medo”, adicionou, acusando o partido de extrema-direita francês Frente Nacional de tentar espalhar medo entre a população logo após os ataques. Entre as vítima do ataque terrorista contra o jornal, estavam oito colaboradores, entre eles os cartunistas Stéphane Charbonnier (Charb), Georges Wolinski, Jean Cabut, (Cabu) e Bernard Verlhac (Tignous).

(Da redação)