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‘Carteiros voadores’: Suíça usará drones para entregas de correio

Os veículos aéreos ainda estão em fase de testes, mas devem auxiliar nas entregas em vilarejos mais isolados do país

Por Da Redação 8 jul 2015, 15h32

Os serviços de correio da Suíça estão testando drones para fazer as entregas de correspondência no país. Os novos “carteiros voadores” foram apresentados pelos executivos dos serviços postais na última terça-feira, e seus testes devem seguir até o final de julho. No entanto, só devem ser usados oficialmente em pelo menos cinco anos.

O drones possuem quatro hélices e uma caixa amarela, estampada com o símbolo dos correios, no centro. “O drone possui uma estrutura extremamente leve e pode transportar cargas de até um quilo por mais de dez quilômetros com uma única carga de bateria”, informou a companhia de serviço postal suíço, Swiss Post, em um comunicado. Ele “voa de forma autônoma, seguindo planos de voo claramente definidos e seguros, que são elaborados por softwares em nuvem”, completou a empresa.

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A Swiss Post informou também que muitos testes devem ser realizados antes dos drones estarem prontos para uso comercial. Isso inclui desenvolver uma regulamentação para as entregas mais distantes, principalmente nos muitos vilarejos isolados do país montanhoso, para as quais os drones serão muito úteis. As restrições técnicas, como a vida limitada das baterias, também precisam ser estudadas com mais cuidado. Por enquanto, os serviços postais só devem usar os drones em situações emergenciais, como por exemplo, para levar suprimentos para áreas isoladas após tempestades ou para envio rápido de testes laboratoriais.

A Suíça não é o primeiro país a apresentar uma proposta de uso dos veículos aéreos não tripulados para a entrega de correspondências e pacotes. Em 2013, a Amazon, maior empresa de comércio on-line do mundo, já havia anunciado suas intenções de usar os drones para transportar pequenos pacotes para clientes de um mercado selecionado, em menos de 30 minutos após o pedido. No entanto, a companhia informou que as restrições legais americanas sobre o uso de drones por civis poderiam bloquear suas intenções, e está agora revisando o serviço proposto.

(Da redação)

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