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Cardeal condenado por pedofilia é preso na Austrália; pena sai em março

George Pell, que já foi considerado o 'número 3' do Vaticano, ficará detido em Melbourne até conhecer sua sentença

O cardeal George Pell, ex-chefe das Finanças do Vaticano – já considerado o “número 3” na hierarquia da Igreja Católica -“, foi detido, nesta quarta-feira 27, na Austrália. Um dia antes, ele foi condenado por abusos sexuais de menores cometidos há duas décadas e agora aguarda para tomar conhecimento da sua sentença.

O tribunal de Melbourne anunciará no próximo dia 13 de março a condenação imposta ao religioso, que pode pegar até dez anos por conta das cinco acusações pelas quais foi declarado culpado.

A defesa apresentou uma apelação em outro tribunal para estender sua liberdade mediante ao pagamento de fiança, mas o cardeal de 77 anos retirou o recurso durante o dia, segundo confirmaram fontes judiciais.

Pell, de 77 anos, foi declarado culpado em um julgamento em dezembro de ter abusado sexualmente de dois coroinhas de 12 e 13 anos na sacristia da Catedral de São Patrício em Melbourne nos anos 1990. Mas o tribunal proibiu até esta terça-feira (noite de segunda 25 no Brasil) que os meios de comunicação informassem sobre o caso.

O dirigente havia negado as acusações inicialmente e o júri não havia chegado a um veredicto no primeiro julgamento sobre o caso, em setembro, mas o cardeal foi declarado culpado em um novo julgamento, em dezembro.

A corte de Melbourne adotou então uma “ordem de supressão”, que proibia aos veículos fazer qualquer menção ao caso, sob pena de ações legais. Este silêncio forçado foi imposto com o objetivo de proteger o júri de um segundo julgamento em que o cardeal Pell devia responder a outros supostos crimes.

Mas a acusação decidiu abrir mão deste, o que levou à suspensão, nesta terça-feira, da proibição a que a imprensa reportasse o caso, autorizando aos veículos a anunciar o veredicto de culpa. A pena que será imposta ao cardeal não foi decidida. Na quarta-feira está prevista a audiência de sentença.

(Com EFE e AFP)