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Caravana de 2.000 migrantes se prepara para entrar nos EUA

Grupo se concentra na Guatemala; na última onda migratória, Trump ameaçou barrar o comércio com o México

Por Da Redação - 20 jan 2020, 16h00

Uma caravana de 2.000 emigrantes centro-americanos está a caminho da fronteira entre o México e os Estados Unidos nesta segunda-feira, 20. O grupo ainda está em território da Guatemala e deverá alcançar a fronteira mexicana nos próximos dias, em claro desafio ao compromisso do governo de Andrés Manuel López Obrador em conter os movimentos migratórios.

Alguns grupos menores já cruzaram a divisa com o México no fim de semana passado, apesar dos esforços da polícia mexicana para bloquear a passagem dos centro-americanos. Mas a maioria das pessoas permanece na cidade fronteiriça de Tecún Umán, na Guatemala, à espera de mais integrantes na caravana para cruzar a divisa.

De acordo com o Ministério do Interior do México,  o país recebeu cerca de 1.100 migrantes pelos estados de Chiapas e Tabasco e ofereceu várias opções de asilo, de acordo com os diferentes status migratórios, e postos de trabalho no sul do país. Contudo, quem não aceitar a proposta ou pedir refúgio  não receberá o passe de conduta segura que permite a entrada nos Estados Unidos.

Não ficou claro que tipo de trabalho o México tem em mente para migrantes, já que a taxa de pobreza do país é 34,8% e mais de 2 milhões de mexicanos estão desempregados. O país, entretanto, se vê ainda ameaçado pelo governo de Donald Trump de imposição de barreiras comerciais se novas caravanas alcançarem dua fronteira sul.

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Segundo o governo da Guatemala, ao menos 4.000 pessoas vieram de Honduras desde quarta-feira 15, em uma das maiores ondas desde que esses dois países. Além do México e de El Salvador, a Guatemala igualmente assinou com Washington um acordo para manter em seus territórios os que pretendem solicitar refúgio nos Estados Unidos até que seja analisado.

Após a icônica caravana de outubro de 2018, que reuniu mais de 4.000 pessoas em Tecun Uman Àquela época, para evitar o aumento de tarifas no comércio bilateral, o presidente mexicano enviou 6.000 soldados da Guarda Nacional para a fronteira com a Guatemala para bloquear a caravana de imigrantes.

Enquanto isso, El Salvador, Guatemala e Honduras assinaram o Acordo de Cooperação de Asilo, em troca da liberação de um auxílio econômico dos Estados Unidos, de143 milhões de dólares, segundo o jornal americano The Washington Post.

(Com Reuters)

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