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Capriles critica chavistas por comemorar golpe fracassado

Em 1992, Chávez tentou derrubar Carlos Andrés Pérez e foi preso por 2 anos

O líder da oposição na Venezuela, Henrique Capriles, afirmou nesta segunda-feira, no 21º aniversário do fracassado golpe de estado liderado pelo coronel Hugo Chávez, que não há nada para ser comemorado. “Em 4 de fevereiro, há muito o que lembrar e muito o que mudar em nosso país”, escreveu o ex-candidato à Presidência e governador do estado de Miranda em sua conta no Twitter.

Nesta segunda-feira, milhares de chavistas se reuniram em uma passeata rumo ao centro de Caracas para comemorar a tentativa de golpe. Para Capriles, por mais que o governo queira impor o 4 de fevereiro como uma data pátria, milhões de venezuelanos acreditam que ele lembra apenas um golpe fracassado. O opositor conseguiu quase 6,5 milhões de votos nas eleições de outubro.

No chavismo, até mesmo um golpe fracassado é travestido de grande conquista, como demonstra a declaração do vice-presidente Nicolás Maduro nesta segunda. Para ele, a data marca a “ressureição mais grandiosa dos séculos XIX e XX dos valores da pátria”.

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No ano passado, o caudilho festejou a data com um desfile cívico militar em Caracas acompanhado por governantes de países da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba). Este ano, a data é marcada pela ausência do mandatário, que se recupera em Cuba de uma complexa operação a que foi submetido em 11 de dezembro para combater um câncer diagnosticado em meados de 2011.

Em 1992, Chávez tentou derrubar o presidente da Venezuela Carlos Andrés Pérez e acabou preso por dois anos. O balanço final de mortos na tentativa de golpe nunca foi revelado, embora números oficiais da época falem de cerca de 50 vítimas fatais. Depois de solto, Chávez deixou as Forças Armadas e iniciou a campanha política que o levou a ganhar as eleições presidenciais de 1998 e a assumir o poder um ano depois.

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(Com agência EFE)