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Capital síria tem combates pelo terceiro dia consecutivo

Por Da Redação - 17 jul 2012, 14h54

Damasco, 17 jul (EFE).- Os combates travados entre o exército sírio e os rebeldes do país pelo terceiro dia consecutivo não se limitam apenas a Damasco e sua periferia, mas já afetam também, desde esta terça-feira, o centro da capital.

Os enfrentamentos desta manhã aconteceram em vários pontos da cidade, e foi possível ouvir o impacto de projéteis e bombas durante horas. Grandes colunas de fumaça preta se formaram sobre Damasco.

Uma das poucas regiões que ainda não havia sido palco de combate era o centro da cidade, também alvo de bombardeio nesta terça. De acordo com testemunhas, os rebeldes dispararam contra postos de controle na rua Bagdá e na praça Sabe Bahrat, tradicional ponto de protestos pró-governo.

Enquanto isso, as forças leais ao presidente sírio, Bashar al Assad, bombardearam os bairros de Al Midan, no sul, e de Kafr Suse e Al Qabun, no oeste e norte, respectivamente.

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Para as autoridades sírias, as operações são ‘uma grande campanha militar contra terroristas que poderia durar 27 horas’, segundo fontes oficiais, que informaram também que o subdiretor da Polícia de Damasco, Issa Duba, morreu durante os choques em Al Midan.

Os combates neste bairro interditaram a estrada que conecta a capital ao aeroporto de Damasco, e da rodovia que leva à Jordânia, que esteve bloqueada há dois dias pelos mesmos motivos.

Os principais encarregados de defender a capital da ofensiva rebelde são os membros da Guarda Republicana, um corpo de elite comandado por Maher al Assad, irmão do presidente.

As forças governamentais contam com armas pesadas frente ao armamento usado pelos rebeldes. Apesar da diferença, o Exército Livre Sírio (ELS), de oposição, declarou uma guerra aberta para ocupar Damasco, reduto do regime de Assad.

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A rede de televisão pró-governamental ‘Al Ijbaria’, que foi atacada no mês passado pelos rebeldes, afirmou que ‘os grupos terroristas do chamado Exército Livre Sírio anunciaram que a grande batalha para controlar Damasco começou’.

Horas antes, os insurgentes ameaçaram atacar líderes civis e militares do regime se estes não desertarem antes do fim deste mês.

Enquanto os combates pioram em Damasco e a violência persiste em todo o país, continuam os esforços diplomáticos para achar uma solução ao conflito, que em 16 meses causou mais de 11 mil mortes, segundo os últimos números divulgados pela ONU.

O mediador internacional para a Síria, Kofi Annan, se reuniu nesta terça-feira em Moscou com o presidente russo, Vladimir Putin, que vetou várias resoluções que condenam a violência na Síria no Conselho de Segurança da ONU.

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Annan e o ministro russo de Relações Exteriores, Sergei Lavrov, expressaram confiança que órgão internacional conseguirá uma solução viável para o país árabe. EFE

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