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Capa de semanário terá charge de Maomé com cartaz ‘Je suis Charlie’

Edição da próxima quarta-feira terá tiragem de 3 milhões de exemplares

O próximo número do Charlie Hebdo trará na capa uma charge de Maomé segurando um cartaz com a frase “Je suis Charlie” (Eu sou Charlie), que se tornou símbolo da mobilização contra o terror e a favor da liberdade de expressão depois do ataque da última quarta-feira contra o semanário satírico. Outra frase na capa anuncia: “Tudo é perdoado”.

A próxima edição, que será lançada na quarta-feira, terá oito páginas, tiragem de 3 milhões de exemplares (a tiragem normal ficava em torno de 60.000 exemplares) e tradução em dezesseis idiomas. Depois do atentado, que deixou doze mortos, os jornalistas retomaram os trabalhos na sexta-feira, nas instalações do jornal Libération.

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Os serviços de segurança da França seguem em busca de possíveis cúmplices dos terroristas que atacaram a redação do Charlie Hebdo e, em uma ação coordenada, fizeram reféns em um mercado kosher em Paris. A mulher mais procurada é Hayat Boumeddiene, companheira de Amedy Coulibaly, que foi morto no mercado depois do cerco policial.

Ela aparece em imagens de câmeras de segurança do aeroporto de Istambul, na Turquia, divulgadas nesta segunda-feira. Segundo as autoridades turcas, Hayat foi para a Síria na última quinta, mesmo dia em que Coulibaly assassinou uma policial em Paris.