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Candidatos à presidência assinam pacto por união nacional

O acordo foi intermediado pelo secretário de Estado americano John Kerry. Justiça eleitoral afegã está recontando os votos após denúncias de fraudes

Por Da Redação 8 ago 2014, 12h39

Os dois candidatos nas eleições presidenciais do Afeganistão assinaram nesta sexta-feira um acordo para se comprometerem a apoiar um governo de união nacional depois que a Justiça eleitoral do país apontar o vencedor do pleito. Durante uma visita a Cabul do secretário americano de Estado, John Kerry, os dois aspirantes à Presidência, Ashraf Ghani e Abdullah Abdullah, se comprometeram a trabalhar juntos independentemente de quem for o vencedor do segundo turno das eleições de 14 de junho, submetida atualmente a uma auditoria após denúncias de fraude.

“Nós nos comprometemos a trabalhar juntos a partir de nossa visão comum pelo futuro de nosso país”, declarou Abdullah durante uma coletiva de imprensa conjunta em Cabul com Ghani, Kerry e o chefe da missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Afeganistão, Khan Kubis. Em uma declaração por escrito, os dois candidatos se comprometeram a respeitar os termos do acordo político, que permitirá a formação de um governo de unidade nacional, negociado durante a primeira visita de Kerry a Cabul em julho.

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Os Estados Unidos queriam que o Afeganistão já tivesse um chefe de Estado e um governo de união nacional quando ocorrer a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), nos dias 4 e 5 de setembro, no País de Gales. O Afeganistão recebe dos Estados Unidos um grande apoio militar e financeiro e os americanos temem os riscos de instabilidade política no país que vive sob a ameaça de uma insurreição dos talibãs.

Kerry chegou nesta quinta-feira à capital afegã e se reuniu nesta sexta-feira com o presidente em fim de mandato, Hamid Karzai, em uma atmosfera tensa. Depois conversou com os dois candidatos, Abdullah Abdullah e Ashraf Ghani, com os quais já havia se encontrado na véspera. O secretário de Estado fez uma primeira visita urgente a Cabul em julho, devido às fortes tensões entre os dois partidos, e alcançou o acordo de Ghani e Abdullah para realizar uma auditoria integral de 8,1 milhões de votos do segundo turno da eleição presidencial para descartar uma fraude. Na quinta-feira entre 4.000 e 5.000 urnas em um total de 23.000 já haviam sido inspecionadas.

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A poucos meses da retirada das tropas da Otan, os provedores de fundos estrangeiros que apoiam o frágil governo afegão esperam a chegada ao poder de uma nova equipe legítima para reduzir os riscos de instabilidade. A força da Otan concluirá sua missão no Afeganistão no final deste ano, mas os EUA anunciaram a permanência de 9.800 soldados no país até final de 2016, quando será iniciado o processo de retirada definitiva das tropas.

(Com agência France-Presse e Reuters)

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