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Canadense entra nos EUA usando iPad como passaporte

Após esquecer documento em casa, Martin Reisch acessou cópia pelo aparelho

Cartão de identidade com chip, leitura de retina, sistema de reconhecimento de face, biometria da palma das mãos. A lista dos métodos de última geração para determinar a identidade de um indivíduo acaba de ganhar um novo item. O canadense Martin Reisch levou ao extremo o conceito de identificação digital ao utilizar um iPad como passaporte para entrar nos Estados Unidos, informou nesta quarta-feira a imprensa canadense.

Na última sexta-feira, Reisch partiu de Montreal, onde mora, e pegou a estrada com destino ao estado americano de Vermon, onde possui alguns amigos. Porém, pouco antes de chegar à fronteira, o canadense se deu conta de que havia esquecido seu passaporte. Em vez de retornar até sua casa para buscar o documento, Reisch lembrou que podia acessar uma cópia de seu passaporte através de seu iPad e decidiu testar sua sorte na fronteira entre Estados Unidos e Canadá – além cópia do passaporte no aparelho, uma carteira de motorista era a sua única identificação.

“Quando expliquei minha história ao agente americano, ele me olhou de forma indiferente. E o pior: se tratava de um agente bastante sério”, declarou Reisch ao jornal canadense The Gazette, de Montreal. Ao invés de impedir seu acesso aos EUA, o agente pegou o iPad e verificou os dados de Reisch. “Suponho que ele me procurou no computador e viu que não se tratava de nenhum criminoso ou terrorista”, acrescentou Reisch, que trabalha como fotógrafo. “Espero que esta situação me transforme em uma espécie de catalisador para mudar regras”, brincou o canadense.

Depois de Reisch ganhar notoriedade em diversos jornais e emissoras de TV, o governo americano negou a história. Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira na capital Washingtion, a agência americana responsável pela fiscalização das fronteiras do país afirmou que não foi o iPad que determinou a entrada do fotógrafo nos EUA. “Nesse caso, o indivíduo tinha tanto licença de motorista e certificado de nascimento, os quais foram usados pelo oficial de fronteira para identificar sua cidadania, a fim de admitir a entrada do viagente no país”, diz a nota.

(Com agência EFE)