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Canadá vai suspender operações em sua embaixada na Venezuela, diz ministra

Chrystia Freeland, chefe das Relações Exteriores do governo canadense, afirmou ainda que seu país continuará se manifestando contra o regime de Maduro

O Canadá vai suspender operações na embaixada do país na Venezuela. A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, disse em um comunicado neste domingo que o regime do presidente Nicolás Maduro “tomou medidas para limitar a capacidade de embaixadas estrangeiras de funcionar na Venezuela”.

Segundo a nota, no fim deste mês “diplomatas canadenses na Venezuela não estarão mais em condições de obter credenciamento diplomático” pois seus vistos expirarão. Freeland disse que o país não tem escolha a não ser suspender imediatamente as operações, de forma temporária.

A ministra afirmou ainda que o Canadá continuará se manifestando contra o regime de Maduro. O Canadá pertence ao Grupo de Lima, que liderou o esforço para reconhecer o legislador de oposição Juan Guaidó como o líder legítimo da Venezuela.

Guaidó diz que governo de Maduro terminará em 2019 – O líder da oposição venezuelana e autoproclamado presidente interino Juan Guaidó disse no sábado que o governo de Maduro chegará ao fim em 2019, depois de assegurar que os opositores ao regime continuarão nas ruas mesmo depois que as últimas negociações na Noruega terminarem sem acordo.

Guaidó insistiu que mantém sobre a mesa todas as opções como resposta à crise econômica e humanitária que afeta o país sul-americano e que levou à migração de milhões de venezuelanos, afetando países vizinhos.

“Isso não começou em 2019, mas vai terminar em 2019. Que seja o regime quem decida se saem por bem ou por mal… Vinte anos foram suficientes”, disse Guaidó, citado em um comunicado da Assembleia Nacional, sem mencionar diretamente Maduro.

“Chegou o momento de tirar o resto, porque não há soluções mágicas”, acrescentou Guaidó, em um grande ato com seguidores no Estado de Barinas, região natal do falecido mandatário Hugo Chávez.

O Ministério da Comunicação não respondeu de imediato a um pedido de comentário da agência Reuters.

(com Estadão Conteúdo e Reuters)