Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana

Canadá mantém plano de suspender exigência de visto a mexicanos

O premiê canadense, Justin Trudeau, reafirmou que suspenderá o visto a mexicanos a partir de 1º de dezembro, medida anunciada em junho

Por Da redação 15 nov 2016, 22h18

Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promete construir um muro na fronteira com o México, o vizinho Canadá está disposto a facilitar a entrada dos imigrantes do país. Na segunda-feira, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, afirmou que exigência de visto aos mexicanos “dificultou a relação entre os países” e reforçou que seguirá com o plano, anunciado em junho, de acabar com a necessidade da autorização.

“Sabemos que esse requisito foi um grande impedimento na amizade entre os países, por isso seguiremos com ações para ir adiante”, afirmou Trudeau, em entrevista coletiva. A promessa do primeiro-ministro, que entrará em vigor a partir de 1º de dezembro, foi colocada em dúvida por canadenses após a eleição de Trump nos Estados Unidos.

Analistas locais acreditam o resultado da eleição americana pode fazer com que o número de imigrantes mexicanos aumente no Canadá, à medida que fique mais difícil entrar no país vizinho. Uma vez que o visto de turista não será mais necessário, mexicanos poderiam entrar no Canadá e permanecer ilegalmente após o prazo, ou requisitar asilo.

  • Apesar de críticas, Trudeau prometeu não voltar atrás com seu projeto. “Esperamos que a partir de 1º de dezembro tenhamos grandes oportunidades de turismo e uma relação de trabalho próxima do México”, comentou. O visto é exigido a mexicanos desde 2009, por decisão do Partido Conservador que comandava o país, para reduzir o fluxo de refugiados no Canadá.

    Controvérsias

    Mesmo com a insistência do premiê, o Ministro de Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá, John McCallum, afirmou que o país pode voltar atrás sobre o fim do visto, caso o número de pedidos de asilo cresça. “Se chegar a um ponto insustentável, o Canadá tem a soberania nesse tema. Esperamos que isso não aconteça”, disse McCallum à emissora CBC, nesta terça-feira.

    Continua após a publicidade
    Publicidade