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Canadá diz que aceitará passaportes vencidos de venezuelanos

Parte do Grupo de Lima, o governo de Ottawa é um dos que mais critica o regime Maduro

O Canadá anunciou, nesta segunda-feira 19, que aceitará passaportes vencidos apresentados por cidadãos venezuelanos devido à dificuldade de muitos deles de renovar seus documentos.

O Ministério de Imigração e Cidadania do Canadá afirmou em comunicado que os venezuelanos com passaportes vencidos há menos de cinco anos ou perto do vencimento poderão continuar utilizando o documento para solicitar vistos, licenças de trabalho ou estudo e residência permanente no país.

Segundo o ministro de Imigração e Cidadania do Canadá, Ahmed Hussen, a medida foi tomada porque o governo de Justin Trudeau segue preocupado com a crise política e econômica que afeta a Venezuela.

“A incapacidade dos venezuelanos de renovar seus passaportes apresentou problemas significativos que foram destacados nas minhas conversas com membros da comunidade venezuelana no Canadá. Nosso governo está disposto a manter o compromisso do Canadá de apoiar o povo da Venezuela”, disse Hussen.

Apesar das declarações do ministro, o Canadá tem rejeitado a maior parte dos pedidos de visto feitos pelos venezuelanos. Em 2016, o índice de rejeição das solicitações era de 22%, mas subiu no ano seguinte para 54%.

Parte do Grupo de Lima, aliança formada para discutir formas de pressionar o governo da Venezuela, o Canadá é um dos países que mais critica o regime de Nicolás Maduro.

A decisão do Canadá ocorre depois de os consulados venezuelanos tenham deixado de renovar os documentos dos cidadãos do país. A falta de documentos dificulta a renovação dos vistos de estudo e de trabalho já concedidos pelo governo de Trudeau.

Em junho, a Assembleia Nacional do Canadá, controlada por grupos que se opõem a Maduro, aprovou a extensão da validade dos documentos vencidos dos venezuelanos devido às dificuldades dos consulados de renovar os passaportes.

Segundo dados da ONU, mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o país para fugir da crise política, econômica e social.

(Com EFE)