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Campanha pela saída britânica da UE abre vantagem de mais de 4 pontos nas pesquisas

As pesquisas dos institutos ICM e YouGov mostraram crescimento da preferência pela "saída" em relação aos levantamentos anteriores

A campanha que defende a saída da Grã-Bretanha da União Europeia abriu uma vantagem entre 4 e 5 pontos porcentuais, de acordo com pesquisas de opinião dos institutos ICM e YouGov. A prévia do referendo que ocorrerá em 23 de junho derrubou a cotação da libra esterlina, que caminha para a mínima em três semanas em relação ao dólar. A inclinação pela “saída”, a pouco mais de duas semanas do pleito, ocorre no momento em que os dois lados se empenham em conquistar eleitores indecisos com alertas sobre a economia e a imigração.

O levantamento do ICM, com 1.741 pessoas, realizado entre 3 e 5 de junho, mostrou que 48% dos entrevistados votarão pela desfiliação da UE, um aumento de 1% em relação à pesquisa da semana anterior. Já a porcentagem daqueles que pedem a permanência no bloco caiu em um ponto porcentual e ficou em 43%. Já a pesquisa YouGov, com 3.495 pessoas, feita entre 1 e 3 de junho, apontou que 45% irão optar pelo rompimento, o que mostra crescimento em relação a sondagem feita um mês antes, que apontava 40% de votos pela permanência. Desta vez, o apoio ao “fica” chegou a 41%, um ponto porcentual a menos do que na pesquisa anterior. O levantamento revelou ainda que 11% do eleitorado seguem indecisos. Das oito pesquisas publicadas mais recentemente, uma apontou para o empate, cinco colocaram a “saída” na liderança e apenas duas mostraram a vitória da permanência na UE.

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Imigração – O tema da imigração dominou a campanha de ambos os lados na última semana. O ex-prefeito de Londres e líder da campanha pela “saída”, Boris Johnson, afirmou que os o governo britânico precisa definir seus planos para lidar com o constante crescimento dos níveis de imigração, que poderiam gerar enormes gastos caso os eleitores decidam por ficar no bloco. Já o primeiro-ministro da Inglaterra, David Cameron, a favor da permanência, declarou que os defensores da “saída” estão promovendo “fantasias políticas” e precisam explicar como ficaria a Grã-Bretanha fora da UE. “Está na hora dos defensores da saída esclarecerem seus planos econômicos para a Grã-Bretanha fora da Europa. Ao se recusarem a definir uma visão, eles estão sendo antidemocráticos e imprudentes”, disse Cameron.

(Com agência Reuters)