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Cameron promete investigações independentes sobre escutas

Primeiro-ministro britânico diz que formará uma comissão para investigar caso

Por Da Redação 8 jul 2011, 06h54

O primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou nesta sexta-feira que abrirá duas investigações separadas sobre o escândalo das escutas telefônicas do tablóide News of the World. “Não restará pedra sem remover”, declarou Cameron em uma entrevista coletiva em Downing Street um dia depois do anúncio do fechamento do tablóide de grande tiragem, que tem 168 anos, após uma última edição no domingo.

Cameron também afirmou que assume toda a responsabilidade por ter contratado Andy Coulson, já demitido, como diretor de comunicação, apesar dele ter sido chefe de redação do News of the World quando aconteceram as escutas. “A decisão de nomeá-lo foi minha e apenas minha”, disse. “Assumo plena responsabilidade por isto”, completou o premiê, no mesmo momento em que seu ex-diretor de comunicação prestava depoimento em uma delegacia de Londres.

Escândalo – O caso eclodiu em 2006, quando foi revelado que jornalistas do jornal mais vendido em língua inglesa recorriam a grampos para ter acesso a conversas de políticos e celebridades. A crise se acirrou no início de junho quando polícia britânica descobriu que personalidades como Kate Middleton (antes de se casar com o príncipe William) e o ex-premiê Tony Blair haviam sido alvos das escutas ilegais do News of the World.

Nesta semana, o caso ganhou uma dimensão ainda maior com a revelação de que um dos alvos de escuta ilegal foi Milly Dowler, uma menina de 13 anos que desapareceu em 2002 e depois foi encontrada morta. Mensagens de sua caixa postal foram apagadas pelos arapongas, de modo a liberar espaço para mais recados, o que induziu polícia e familiares a pensar que a garota ainda estivesse viva.

(com Agência France-Presse)

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