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Câmara dos EUA pune deputada pró-Trump ligada a teorias da conspiração

Marjorie Taylor Greene foi acusada de promover declarações antissemitas e xenófobas, além de assediar um sobrevivente de um tiroteio em uma escola

Por Da Redação Atualizado em 5 fev 2021, 08h41 - Publicado em 5 fev 2021, 08h21

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos votou na quinta-feira, 4, para disciplinar uma congressista defensora do ex-presidente Donald Trump que difundiu teorias da conspiração. A decisão é o desfecho de uma polêmica envolvendo a responsabilidade da legisladora, cujas declarações semearam discórdia dentro Partido Republicano.

Marjorie Taylor Greene, representante do estado da Geórgia, foi destituída de seus cargos nos comitês de Educação e Orçamento como resultado de uma votação que seguiu em grande parte linhas partidárias 230 parlamentares foram a favor da sanção e 199 foram contra.

Na quarta-feira, o chefe republicano da Câmara, Kevin McCarthy, afirmou que Marjorie Taylor Greene havia causado “feridas profundas” em muitas pessoas e que ela havia se desculpado. Mesmo assim, não foi o suficiente para amenizar as tensões entre os partidos.

Apenas onze republicanos se juntaram aos democratas, que agora são curta maioria na câmara baixa do Congresso, para denunciar principalmente o apoio da congressista às conspirações do QAnon, movimento de extrema direita que defende a existência de uma suposta “elite” composta por pedófilos satanistas.

Ela também havia feito declarações anteriores nas quais parecia pedir a execução de líderes democratas. Antes de ser eleita, em novembro, a deputada alegou que a presidente democrata da Câmara, Nancy Pelosi, era culpada de “traição”, um crime que segundo ela é “punível com a morte”.

A votação forçou os republicanos a testemunharem publicamente sobre casos de má conduta de Greene, incluindo assédio a um sobrevivente de um tiroteio em uma escola e declarações antissemitas e xenófobas. Ela também disse que um tiroteio fatal em uma escola da Flórida em 2018 foi armado para endurecer a legislação sobre armas, à qual ela se opõe fortemente, e lançou dúvidas sobre o fato de que um avião caiu no Pentágono nos ataques de 11 de setembro de 2001.

A votação foi observada de perto, à medida que é um momento em que o Partido Republicano busca um equilíbrio entre satisfazer a base de fãs de Trump e tenta reconquistar os republicanos tradicionais incomodados com o estilo desenfreado da legisladora.

O fato de ela promover “mentiras absurdas” e aderir a “teorias da conspiração” é um “câncer para o Partido Republicano”, disse Mitch McConnell, chefe da minoria republicana no Senado que representa a corrente moderada do partido.

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