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Cada vez mais, britânicos aceitam a ideia de que a rainha abdique

Aumenta o número de pessoas que consideram que Elizabeth II deveria deixar o seu posto em caso de saúde debilitada - e diminui a prevalência de quem acha que seu reinado deve durar a vida toda

Cada vez mais britânicos concordam com a ideia de que a rainha Elizabeth II, de 87 anos, possa abdicar por motivos de saúde, embora a maioria da população ainda prefira que ela reine até o fim, segundo uma pesquisa publicada neste domingo no jornal Sunday Times. O levantamento, realizado nos dias nove e dez de maio, entrevistou 1.945 adultos. Ao serem questionados sobre se achavam que a rainha deveria permanecer em seu posto até o fim de sua vida, 53% desses indivíduos responderam que sim. Essa porcentagem, porém, é menor do que a registrada no mês de março, quando 64% das pessoas disseram pensar dessa forma.

No entanto, quase metade dos entrevistados (48%) disse que, caso a rainha estivesse “muito doente para cumprir com suas funções”, ela deveria deixar o trono. Para 43%, porém, ela deveria seguir reinando independentemente de seu estado de saúde – uma porcentagem menor do que a registrada no mês de março (51%).

O levantamento também indicou que, há dois meses, 64% dos britânicos gostariam que Elizabeth II seguisse no posto até a sua morte. Hoje, esse número é menor, e 53% da população da Grã-Bretanha pensa dessa forma. A pesquisa também reflete a crescente popularidade de Charles. O filho mais velho da rainha seria um bom rei para 50% dos interrogados – em maio do ano passado apenas 37% dos britânicos tiveram essa opinião.

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Elizabeth II, que havia decretado no início de seu reinado que ocupava um “trabalho para a vida toda”, começou a delegar diversos compromissos no exterior a outros membros da família real. Sinal da evolução, o príncipe Charles, que se prepara há 64 anos para se tornar rei, assistiu na quarta-feira pela primeira vez com sua segunda esposa Camilla ao tradicional discurso da rainha na Câmara dos Comuns. Também foi encarregado de representar sua mãe na próxima cúpula da Commonwealth, em Colombo no mês de novembro.

Saúde – A última viagem da rainha ao exterior, para Austrália e Nova Zelândia, ocorreu em novembro de 2011. Em março passado, precisou cancelar uma viagem a Roma devido a uma hospitalização de 24 horas, a primeira em mais de 10 anos.

(Com agência France-Presse)