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Caçadores libertam cidade e matam 80 membros do Boko Haram

"O povo deve se preparar e começar a lutar contra eles", disse a um jornal local um dos homens que enfrentou os extremistas islâmicos em Maiha

Por Da Redação 13 nov 2014, 11h24

Um grupo de caçadores e voluntários locais mataram ao menos 80 membros do Boko Haram e conseguiram libertar a cidade de Maiha, no nordeste da Nigéria, que estava sob controle do grupo terrorista, informaram nesta quinta-feira jornais locais. A investida da milícia civil aconteceu nesta quarta-feira, quando centenas de caçadores armados com arcos, flechas e facões entraram em vários caminhões na cidade e enfrentaram os terroristas.

“Tivemos que despertar e lutar contra os bastardos que acossam nossa sociedade e matam almas inocentes”, disse um dos caçadores que participaram do ataque, Baba Dauda, citado pelo jornal nigeriano The Premium Times. Segundo Dauda, “o povo deve se preparar e começar a lutar contra eles. Matamos muitos. Não temos medo de ser assassinados”.

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O jornal de maior circulação da Nigéria, The Punch, também ouviu membros da milícia civil que travou a batalha contra os terroristas. “Os militares dizem que não podem nos permitir ir atrás dos rebeldes porque não somos um grupo legalmente constituído. Nós apelamos para as autoridades militares a nos autorizar para enfrentar os insurgentes do Boko Haram. Eu acredito que vamos derrotar os terroristas e recuperar a nossa terra”, disse um caçador em condição de anonimato. Ele também pediu reforços ao Exército nigeriano.

Um morador de Maiha, Josué Zirra, disse que após o ataque muitos insurgentes fugiram da cidade e se refugiaram em Mubi, a segunda maior cidade do Estado. Maiha fica no Estado de Adamawa, no norte do país, e foi tomada pelo Boko Haram na segunda-feira. Nem o Exército nem as autoridades confirmaram os fatos ocorridos em Adamawa que, junto com os Estados de Borno e Yobe, estão em situação de emergência desde maio passado por causa do terror dos extremistas islâmicos. Atuando praticamente sem resistência – policiais e soldados fogem quando os terroristas atacam as vilas nigerianas – o Boko Haram realizou dezenas de sequestros e assassinatos no norte e nordeste do país.

Desde que a polícia matou, em 2009, o então líder e fundador de Boko Haram, Mohammed Yousef, os radicais mantêm uma sangrenta campanha que se intensificou nos últimos meses. Neste ano, o grupo islamita assassinou cerca de 3.000 pessoas e mais de 12.000 desde 2009, segundo os cálculos do governo nigeriano. O grupo Boko Haram, que significa em línguas locais “a educação não islâmica é pecado”, luta para instituir um califado islâmico na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristão no sul.

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(Com agência EFE)

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