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Bush diz ter ‘consciência tranquila’ sobre crise financeira

O ex-presidente americano culpa o Congresso por bloquear suas tentativas de lidar com o problema

O ex-presidente americano George W. Bush afirmou nesta quarta-feira que tem a “consciência tranquila” sobre os problemas que levaram à crise financeira do país e culpou o Congresso por bloquear suas tentativas de lidar com ela.

Bush, que inicialmente preferiu se manter distante da mídia após deixar a Casa Branca, tem dado uma série de entrevistas para promover sua autobiografia, lançada recentemente e que tem o título Decision Points (momentos de decisão). No entanto, afirmou que não planeja voltar a ficar sob os holofotes. “Depois de vender este livro, volto para o subterrâneo”, disse.

Em uma entrevista ao vivo à rede NBC, Bush afirmou que seu governo percebeu que havia um problema com as empresas hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac e que as duas gigantes “estavam fazendo investimentos de risco”. “E, portanto, pedi uma regulação para essas duas entidades, mas fui impedido todas as vezes por poderosas forças no Capitólio”, disse.

Segundo o ex-presidente, “não há dúvidas de que a bolha imobiliária foi causada por políticas do governo e que isso é o resultado de pessoas no Congresso que se recusaram a controlar a Fannie e a Freddie. Então minha consciência está tranquila quando chegou a hora de reconhecer um problema iminente.”

Em 2008, Bush tornou lei um vasto pacote de ajuda, em parte destinado a estabilizar as companhias de hipotecas e aumentar a supervisão sobre elas. Por anos, sua administração defendeu que as empresas tivessem um papel menos importante, alegando que a gerência delas sobre trilhões de ativos arriscava demais o sistema financeiro dos Estados Unidos.

Bush brincou, dizendo que os cortes de impostos, que estão sendo combatidos neste momento no Capitólio, provavelmente teriam uma chance maior de serem aprovados se não estivessem sendo chamados pelo seu nome. “É muito ruim que eles chamem de cortes de impostos do Bush. Eles talvez tivessem uma maior chance de passar se fossem chamados cortes de impostos do Lauer,” disse, referindo-se ao sobrenome de quem o entrevistava.

(Com agência Reuters)